12 de novembro de 2014

Não dá nem para piscar! - Resenha de "Liberta-me", de Tahereh Mafi

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Título: Liberta-me (Unravel Me)
Autor: Tahereh Mafi
Tradução: Bárbara Menezes
Editora: Novo Conceito
444 páginas

Sinopse:  Liberta-me é o segundo livro da trilogia de Tahereh Mafi. Se no primeiro,Estilhaça-me, importava garantir a sobrevivência e fugir das atrocidades do Restabelecimento, em Liberta-me é possível sentir toda a sensibilidade e tristeza que emanam do coração da heroína, Juliette. Abandonada à própria sorte, impossibilitada de tocar qualquer ser humano, Juliette vai procurar entender os movimentos de seu coração, a maneira como seus sentimentos se confundem e até onde ela pode realmente ir para ter o controle de sua própria vida. Uma metáfora para a vida de jovens de todas as idades que também enfrentam uma espécie de distopia moderna, em que dúvidas e medos caminham lado a lado com a esperança, o desejo e o amor. A bela escrita de Tahereh Mafi está de volta ainda mais vigorosa e extasiante. 

Quando li "Estilhaça-me", eu não esperava muita coisa. Tinha receio de encontrar mais um clichê, de história adolescente de amor impossível, porém, por algum motivo, o livro me conquistou. Sendo assim, alternando entre uma leitura e outra, cheguei ao segundo volume.

"Liberta-me" nos mostra a nova perspectiva da vida de Juliette. Ela agora tem um novo lugar para viver, um lugar onde descobre que possui não uma maldição, como ela achava que possuía, mas um dom; e descobre que não é a única capaz de fazer coisas diferentes.
Juliette e Adam agora vivem no Ponto Ômega, um tipo de refúgio, onde pessoas com dons especiais se preparam para o dia em que for inevitável enfrentar o Restabelecimento.

O livro me prendeu totalmente. é muito mais emocionante do que o segundo, repleto de cenas de ação e fortes emoções, que deixam a gente cada vez mais curioso para saber o que vem a seguir. A narrativa segue aquele clima de próximo capítulo da novela, e posso garantir, que o segundo volume acaba com tanta expectativa quanto o primeiro.

Nesse livro, Juliette passa a descobrir mais sobre si mesma. Passa a treinar sua habilidade, de modo que possa aprender a controlá-la, para evitar os danos terríveis que pode causar. Nesse meio tempo, seu relacionamento com Adam se torna mais intenso, e assim eles acabam descobrindo algo que pode abalar as estruturas desse amor. Os dois acabam ficando mais distantes, o que me deixou com certa raiva, já que no primeiro livro a gente fica tão feliz de ela poder finalmente ter alguém e no segundo, tudo começar a dar errado. Irrita. 

É dessa forma que Warner aparece e ganha o destaque, formando um triângulo amoroso que no primeiro livro apareceu nas entrelinhas. Warner também pode tocar em Juliette, e isso intensifica as relação entre os dois, principalmente quando Warner é capturado como refém e tem a chance de ficar mais próximo de seu objeto de desejo. E tem mais, nesse segundo volume, a autora nos mostra as emoções conflitantes de Juliette, um lado de Warner que a gente não conhecia, segredos do passado que ligam as histórias de personagens que a gente nem imaginava... Enfim, é um vendaval atrás do outro, uma reviravolta atrás da outra e a gente acaba ficando no meio dos conflitos de Juliette sem ter mais noção do que é certo e do que é errado.

Isso sem contar algumas frases, que se encaixaram perfeitamente nas nossas eleições deste ano! #Medo

O que mais posso dizer? Me surpreendi novamente.

E é no clima de próximo capítulo que vou aqui me recompor, alternar algumas leituras e depois me entregar ao último volume da trilogia e ver qual o destino que a autora vai dar para Juliette. Vamos ver de que forma ela resolveu arrumar essa bagunça! 

Por hoje é só! 
Até a próxima!


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