31 de outubro de 2014

Projeto Blogagem Literária Coletiva e TAG "Livros ou travessuras?"


Imagem: google


Oiii!!

Seguinte, gente... Embora não faça parte do calendário nacional de comemorações aqui no Brasil, hoje é halloween!! Sim, o famoso dia das bruxas! rs Para comemorar esse data, resolvi fazer esse post que vai marcar de vez a entrada do T&R no Projeto Blogagem Literária Coletiva, idealizado pelos blogs Diário de uma Livromaníaca, Os Literatos e Chá e Livros. O projeto já está no seu segundo tema - aliás, não posso deixar de mencionar que foi através do Legeris Oculis que soubemos disso - e como ele consiste numa TAG, eu não podia perder a oportunidade, né? Sim, sou apaixonada por posts nesse formato. Assim, sem mais delongas, o tema de outubro, o segundo como eu disse no início, consiste em responder as dez perguntas que fazem parte da TAG "Livros ou travessuras?"  Vamos lá?


Bom gente, a Malu postou essa TAG e eu estou aqui invadindo para colocar as minhas respostas, que estarão logo abaixo das dela, escritas em cor diferente. espero que vocês gostem! #Ju

1°. Livro Drácula: Os vampiros são caracterizados por sugar o sangue alheio, cite aquele livro que sugou todas as suas forças, deixando você sem ar.

Ah, meupai! É inevitável! Apesar de outros livros me passarem pela cabeça nesse momento, todos perdem seu espaço diante de "Como eu era antes de você". Eu ainda nem me atrevi a fazer uma resenha sobre ele porque sei que quando parar para escrevê-la, vou sentir novamente todas as emoções que me invadiram durante, e mesmo dias depois da leitura. Sabe aquele aperto no peito e um nó na garganta? Pois é, "Como eu era antes de você" me deixou assim durante um tempão!

Essa foi fácil. O último livro que me sugou, roubou minhas noites de sono, esgotou todas as minhas forças e quase me fez enlouquecer, foi "Outlander: A Viajante do Tempo", de Diana Gabaldon. Eu assisti a série primeiro e fui ler o livro depois. Quando eu cheguei na parte onde a série tinha parado, tive palpitações! Foi ansiedade, foi angústia, foi desespero, foi raiva, foi amor... Tudo contido nas 800 páginas desse livro maravilhoso. A resenha dele você pode ver aqui

2°. Livro Fantasma: É de consenso geral que os fantasmas existem nas histórias de terror para assustar e assombrar a todos. Comente sobre aquele livro que te assombrou durante muito tempo.

"O Livro dos Médiuns", de Allan Kardec. Esse é um dos livros que fazem parte das obras básicas da Doutrina Espírita. Hoje ele não me assombra mais, pudera! rs Mas, quando eu ainda estava tomando os primeiros contatos com o Espiritismo, eu tinha medo até de olhar para a sua capa. E, mesmo quando tomei coragem de lê-lo, o receio que eu tinha de me tornar médium depois da leitura era enorme, sem contar o fato de que não o lia sozinha no meu quarto de jeito nenhum. Pura falta de conhecimento, né? rs


Eu não queria repetir livros nas tags, mas esse não tem como. "A Menina Que Não Sabia Ler", de John Harding, é sem dúvida um livro assombroso. Eu geralmente gosto de ler de madrugada, mas esse aí me fez trocar e ler mais cedo. Medo define.

3°. Livro Lobisomem: Tal qual a licantropia que passa de mordida por mordida, cite um livro que você gostou tanto que indicou a várias pessoas.

Aqui entraria "Como eu era antes de você" novamente. Mas para não ser repetitiva, vou responder com um outro que estou sempre indicando: "O Evangelho segundo o Espiritismo". Independe de qualquer credo que você abrace, esse é um livro que vale muito a pena!

Com toda certeza, este ano, indico a trilogia "Millennium", de Stieg Larsson. Maravilhosa história de intriga, corrupção e investigação policial; jornalismo investigativo... Um sucesso, que me conquistou. Eis aqui minha opinião sobre essa obra magnífica.

4°. Livro Bruxa: Bruxas são famosas por jogarem feitiços e maldições nas pessoas. Portanto, conte-nos qual livro que te enfeitiçou, pode ser tanto de forma positiva quanto negativa.

Completamente enfeitiçada pelo Mr. Darcy... ops... por "Orgulho e Preconceito"! hahaha Não tem como resistir aos encantos dele. Do livro, viu, gente? rs


Como a Malu já citou o feitiço maior da minha vida, que foi Jane Austen que lançou quando inventou Mr. Darcy, eu escolho meu feitiço eterno "Harry Potter", de J.K.Rowling. Esse me enfeitiçou, me enfeitiça e continuará me enfeitiçando eternamente. (Ninguém precisa saber, mas ainda espero encontrar a coruja desorientada que perdeu minha carta de Hogwarts...)
 
5°. Livro Frankenstein: Infelizmente, o Frankenstein é aquele personagem o qual as pessoas julgam pela sua aparência aterrorizadora. Em sua homenagem, comente aquele livro que a princípio você julgou mal pela capa, mas ao ler você acabou gostando da história.

"O Diário secreto de Laura Palmer". Ele tem uma capa bem sinistra, mas a história é cheia de suspense e por isso te prende do início ao fim! Muito bom!


"Estilhaça-me", de Tahereh Mafi. Ao olhá-lo, pensei que era mais uma historinhazinha de romance bobo adolescente, no estilo Crepúsculo. Mas dei uma chance, li e gostei bastante. Em breve resenharei a trilogia.

6°. Livro Zombie: O Zombie é aquele personagem clássico que não dorme. Qual foi o livro que te fez ficar acordado a noite toda sem conseguir parar de ler?

Aqui eu não posso não me referir a "Um motivo para viver". É um romance espírita, lindo, de te arrancar suspiros e desejar - de certa forma - estar no lugar da personagem Raquel, por mais trágica que seja a história dela. 


Para não repetir o "Outlander", vou citar "Deslembrança", de Cat Patrick. A ideia da autora nesse livro é muito interessante e a história é tão bem conduzida e intrigante que eu não conseguia parar de ler. Dormir pra quê? Resenha dele aqui

7°. Livro Gato Preto: Essa é aquela lenda que você não sabe se acredita ou não e acaba ficando confuso. Sendo assim, fale daquele livro que te deixou confuso, sem saber muito bem como reagir a ele. 

Já escrevi a resenha dele aqui e comentei inclusive sobre o quanto ele me deixou reflexiva, sem saber ao certo o que pensar. Sim, falo de "Lolita", gente. Até hoje não sei bem como definir o que sinto, penso a respeito dos protagonistas desse romance. 

"O Chamado do Cuco", de Robert Galbraith (pseudônimo de J.K. Rowling), me deixou meio sei lá.  Foi gerada tanta expectativa em torno desse livro, ainda mais por mim, que amo essa mulher por ter trazido Harry Potter ao mundo, mas não gostei da história. Achei óbvia demais. Descobri o assassino ainda no início do livro e devido ao andamento de tudo, achei um tanto incoerente as ações do mesmo. Sei lá. Fiquei decepcionada.
 

8°. Livro Fogueira: A fogueira foi a causa das mortes injustas de muitas “bruxas”, assim como um símbolo presente em várias narrativas de horror. Conte sobre aquele livro que acendeu uma chama interior e te deixou pegando fogo de tanta raiva.
O único livro de Nicholas Sparks que me deixou um tanto irada. É, Raimundo, estou quase certa que você vai discordar de mim, mas me refiro ao "À primeira vista". Tá, eu sei que Nicholas tem uma quedinha por finais ligeiramente tristes, mas tinha de pôr aquele final no livro, pôxa!

"A Verdade Sobre Nós", de Amanda Grace. O livro começou tão lindo, tão autobiográfico, me identifiquei com a Madelyn, amei as citações de Harry Potter (é gente não adianta, Harry está presente em tudo na minha vida!) e Jane Austen e achei que tinha encontrado um livro fantástico, que tinha tudo para entrar para meu hall de preferidos. Mas, contudo, porém, em determinado momento, a autora surtou e estragou tudo e me deixou com raiva pelo final que deu à história. Ela poderia ter conduzido as coisas de maneira mais suave, dando o mesmo final. Mas preferiu me fazer ficar com raiva do livro. Enfim...
   
9°. Livro Cavaleiro Sem Cabeça: Diz a lenda que o Cavaleiro que assombrava Sleepy Hollow perdeu a cabeça durante a Guerra da Independência dos EUA. Porém aqui o que faz perder qualquer parte do corpo são os livros, por isso, conte-nos sobre aquele livro que te fez perder a cabeça, ou seja, a compostura.

"A verdade sobre nós". Perdi a compostura com ele porque esqueci de mim mesma e mergulhei de vez nos sentimentos da Madelyn, personagem da história. Assim como desejei com "Como eu era antes de você", eu quis, quis muito, um final diferente para esse livro. Você pode ler a resenha dele aqui.


Com certeza "A Cabana", de William P. Young. Até agora estou tentando entender como é que o fato de alguém transformar Deus numa versão de Tia Nastácia, deveria tocar meu espírito e me fazer encontrar as profundidades espirituais de minha alma. Eu só posso ter perdido a parte do cérebro que me faria compreender isso, porque não entendi nada, não encontrei respostas, não me senti tocada divinamente por uma luz vinda do céu nem nada. 
 
10°. Livro Cemitério: O cemitério é um cenário clássico do Halloween e das narrativas de terror, ele é considerado um lugar terrivelmente calmo e silencioso, reservado para o sepultamento dos mortos. Para caracterizar o cemitério, cite aquele livro que você enterrou na sua estante, não terminou de ler ou nem mesmo começou, seja por ter esquecido ou por ter desanimado com a história. 

"A menina que roubava livros". Eu amo tudo que é relacionado à segunda guerra, sou fascinada por História que era minha matéria preferida no colégio, já li duas vezes o Diário de Anne Frank, mas, esse livro não me entrou de jeito nenhum. Não consegui chegar nem na metade dele, e sinceramente, apesar de não gostar de abandonar uma história, não tenho a mínima vontade de tentar lê-la novamente.

"As Crônicas de Nárnia", de C.S Lewis. Eu tenho o volume único, com todas as histórias. Quando ganhei ele, foi a maior empolgação. E eu fui lendo e fui lendo, até enjoar e deixar a última crônica para depois. E ela foi deixada lá até agora. Ainda não tive vontade de lê-la. Quem sabe um dia...

É isso, queridos! Estão aí minhas respostas! Talvez Ju apareça por aqui para concluir o post com as respostas dela, então, por ora, ficamos por aqui. Beijos e até a próxima!

E eu apareci mesmo! Até a próxima, pessoal!

Malu

29 de outubro de 2014

Como se fosse a primeira vez - Resenha de "Deslembrança", de Cat Patrick

Foto: Arquivo Pessoal


Título: Deslembrança (Forgotten)
Autor: Cat Patrick

Tradução: Livia de Almeida
Editora: Intrínseca
256 páginas

São 02:59 da madrugada e eu acabo de terminar a leitura deste livro fantástico chamado "Deslembrança". Não conseguindo dormir e guardar minhas opiniões só para mim, aqui estou eu, dividindo tudo com vocês.
Esse livro me chamou a atenção por causa dessa capa linda e pelo nome curioso. O que seria uma deslembrança? Foi por querer descobrir que saí da biblioteca com ele debaixo do braço. 
Cheguei em casa e decidi ler um capítulo apenas, só para sentir como era a história. E então descobri que ler apenas um capítulo era impossível. Em minutos, li até a página 50 e só parei porque tive que ir apara a aula de inglês. A leitura flui muito facilmente, os capítulos são curtos e quando você se dá conta, o livro está quase no fim. 
"Deslembrança" nos conta a história de London Lane. Uma garota que ao dormir, esquece-se completamente do dia anterior. Ela não tem nenhuma memória do passado e por isso, escreve bilhetes todas as noites para se lembrar das coisas mais essenciais e poder levar uma vida aparentemente normal. Porém, o que lhe falta em memórias do passado, sobra em memórias do futuro. A memória dela apaga tudo que veio antes, mas registra tudo que ainda virá.
Em meio a essa confusão, ela conhece Luke. Um lindo garoto de olhos azuis que passa a aparecer em seus bilhetes e se torna parte constante de tudo o que ela precisa lembrar todos os dias.
Sabe aquele filme com o Adam Sandler e a Drew Barrimore, "Como se fosse a primeira vez"? Então, é uma história parecida. Só que ao invés de ficar presa num só dia, revivendo-o constantemente, London se esquece de todos os dias. Porém, quando Luke surge, coisas estranhas começam a acontecer, coisas começam a mudar e... eu não vou falar mais nada senão vai virar spoiler.
Enfim, a autora teve uma ideia genial. Quisera eu estar andando na cozinha e ter a ideia de escrever um livro assim. Fantástico. A história é muito bem conduzida, os personagens são encantadores e os mistérios por trás da perda de memória de London, só nos deixam ainda mais ávidos para ler e ler e ler até chegar ao final. A única coisa ruim é que ele acaba com um delicioso gosto de quero mais. mas ao mesmo tempo, a gente percebe que se ele fosse em frente, talvez perdesse o foco e essa sensação boa que ele nos deixa no final.
Amei London e Luke, o desenrolar do relacionamento deles, a maneira como ela é surpreendida pelo lindo garoto de olhos azuis todos os dias... É muito fofo.
Deslembrança é uma história muito bonita de força de vontade, perseverança e esperança.
Se você procura uma leitura diferente e suave, este é seu livro. Entrou para minha lista de desejos; quero ele na minha estante.
Sem mais a acrescentar, fico por aqui. Até a próxima!

Resenha: "Para onde ela foi" - Gayle Forman

Arquivo pessoal

Em 4 horas mais ou menos eu li o pdf de 146 páginas desse livro. E, ao terminá-lo, me bateu uma sensação, não de decepção, mas aquela que nos faz parar e dizer: "só isso?" Pois é... Acho que por toda a emoção que tomou conta de mim enquanto li o "Se eu ficar", eu esperava mais - bem mais - desse, que é sua continuação. Mas o que encontrei foi um relato monótono de um Adam que, sinceramente, pouco lembra o jovem determinado que fez de tudo para ver Mia quando ela ainda se encontrava em coma depois do acidente que matou toda a sua família. 

Sim, a história de "Para onde ela foi" é centrada nos pensamentos e nas emoções do jovem Adam, agora um famoso artista do rock, três anos depois da tragédia que marcou a vida de Mia, sua namorada violoncelista dos tempos do colégio. Pelo próprio título do livro a gente percebe que ela partiu em algum momento, que eles não estão mais juntos, e que esse fato explica se não todo, pelo menos parte do desajuste emocional vivido pelo rapaz.

Bom, a narração intercala o presente do jovem roqueiro e o passado, quando ele relembra os momentos que viveu ao lado da ex-namorada. Não vou falar muito pra não correr o risco de contar detalhes importantes da história, mas o que posso dizer é o óbvio: apesar dos três anos que se passaram desde a última vez que Adam viu Mia, e apesar da atual namorada, Bryn, ele ainda não a esqueceu. E, não bastasse esse passado que ainda se faz presente em sua vida, os desentendimentos entre ele e os integrantes da sua banda só fazem com que sua vida lhe pareça um verdadeiro caos.

Talvez eu tivesse me decepcionado realmente com o livro se o final fosse outro, mas para a felicidade das românticas assumidas como eu, Gayle conseguiu recuperar um pouco da emoção quando escreveu os últimos capítulos. E isso me faz afirmar que, apesar da monotonia inicial, ler "Para onde ela foi" valeu a pena. Talvez se a autora tivesse dado continuidade a história pelo ponto de vista da Mia, eu tivesse me envolvido mais, sei lá. Só que aí até o título teria que ser diferente, né? rs Então, para encerrar, eu recomendo que você leia e descubra o que aconteceu a partir da decisão de Mia. Ela ficou, certo? "Para onde ela foi"? Encontre você mesmo essa resposta! rs

Beijos! 

Melhor trecho: 
"Encerramento. Abomino essa palavra. Os psiquiatras adoram. (...) Parado aqui, nesta casa silenciosa onde posso ouvir pássaros cantando nos fundos, acho que estou entendendo o conceito de encerramento. Não é um dramático antes e depois. É parecido com o sentimento melancólico que você tem no final das férias. Algo especial está acabando, e você está triste, mas não pode ficar triste porque, ei, foi bom enquanto durou, e haverá outras férias, outros bons tempos."

PS.: Leia aqui a resenha de "Se eu ficar". :)

27 de outubro de 2014

Resenha: "A verdade sobre nós" - Amanda Grace

Imagem: Google

Sinopse: Madelyn Hawkins está cansada. Cansada de ser sempre perfeita. Cansada de tirar A em tudo. Cansada de seguir à risca os planos que os pais fizeram para ela. Madelyn Hawkins está cansada de ser algo que não é, algo que não quer ser. E então ela conhece Bennet Cartwright. Inteligente, sensível, engraçado. A seu lado, ela se sente livre e independente. Uma história que poderia muito bem ter um final feliz, não fosse por um detalhe: Maddie tem apenas 16 anos, e Bennet, além de ter 25 anos, é seu professor. Pressionada pelos pais a participar de um programa para jovens talentos, Maddie pula dois anos do Ensino Médio e vai direto para a faculdade, onde conhece e se apaixona pelo professor de biologia. O sentimento é recíproco, e para dar uma chance àquele novo relacionamento que lhe faz tão bem, ela decide não contar para Bennet sua idade. Não demora muito para que as coisas comecem a dar errado, e as consequências da farsa de Maddie ganham contornos devastadores quando a verdade vem à tona.



Por causa desse livro meu dia ontem foi intenso e cheio de emoções, por isso, depois  da rotina de sempre, a primeira coisa que fiz hoje depois de acordar  foi ligar o computador. Em seguida selecionei "Back to december"* e, deixando a voz de Taylor invadir o meu quarto, abri essa página em branco para tentar falar sobre esse romance, mais um, que dentre tantos que li esse ano, mexeu de verdade comigo. Antes de começar a discorrer sobre ele, porém, quero registrar aqui um obrigada grandão a você, Raimundo, que por meio do Legeris Oculis me fez descobrir essa linda história. Valeeeuuuu! <3

Sim, "A verdade sobre nós" foi uma descoberta pra mim. Até ver a coluna "Li até a página 100..." no LO, o post em que Raimundo fala sobre as primeiras impressões que teve do livro, eu ainda não tinha ouvido ou lido nada a respeito dele. Mas, graças a Deus, o sol brilha para todo mundo, né? Então foi naquele dia que chegou a minha vez de conhecer a história de Madelyn e Bennet. No post do nosso mais assíduo leitor, a capa do livro de cara me chamou a atenção, mas, tenho de confessar, todavia, que foi a sinopse que me ganhou de fato. Bom, para resumir a história, acabei baixando o pdf no celular ontem, e ontem mesmo li todo o livro. 

Vamos às minhas impressões, então?
Imagem: Google
O livro é escrito em forma de cartas.  E é através destas que a própria Madelyn vai nos permitindo conhecer não só ela mesma e a forma como ela se sente, mas também os seus pais, o modo como eles a tratam, o jeito dela lidar com eles e, principalmente, Bennet, o seu professor de biologia. Bom, como a própria sinopse do livro já diz, e é nesse fato que está toda a trama do romance, Madelyn entra para a faculdade antes mesmo de terminar o ensino médio. E o que ela revela a cada página é que esse acontecimento, assim como muitos outros da sua vida, foram na verdade o resultado da vontade e das expectativas dos seus pais. Ela, como a filha perfeita que sempre foi, desempenhava a risca esse papel, até descobrir a liberdade e a nova realidade que a faculdade lhe abriria. Um parêntese aqui: como eu me identifiquei com ela e com a sua sede de liberdade.... 
"...a questão é que, em algum momento da vida, percebi que havia subido em um avião e o observara decolar, e tudo que podia fazer era permanecer sentada com o cinto de segurança apertado, esperando pousar em um destino predeterminado. Um destino que eu não tinha mais certeza de desejar. Em certo momento, decidi que não queria mais ser pressionada. Não queria ser perfeita em tudo, (...). Só queria parar, desafivelar o cinto de segurança e pular do avião, mas não sabia se haveria paraquedas, se teria um pouso seguro."
Logo no primeiro dia o inesperado acontece. Sabe aquele momento para o qual não encontramos explicação, por mais que pensemos a respeito? Foi bem assim que vi a instantânea ligação entre Madelyn e Bennet. Aluna e professor. Ela tentando esconder o nervosismo de adolescente e ele enxergando apenas a jovem recém-ingressa na universidade. Não vou entrar em detalhes sobre o desenrolar da história, mas pra dar sentido a essa resenha tenho que dizer que o que inicialmente pareceu apenas fruto da imaginação da garota, mostrou-se depois um sentimento verdadeiro, intenso e... recíproco. Com o que Bennet não contava, porém, era que Madelyn tinha apenas dezesseis anos. 
"Na verdade, só dois importavam. A diferença entre dezesseis e dezoito. A diferença entre o amor que pode durar uma vida e o amor que nunca pode acontecer."
Sabe, lendo essa história e lembrando ainda de todos os livros que estão na minha lista de favoritos, acabei por descobrir uma coisa: os romances complicados me atraem feito ímã, os impossíveis, então, me fascinam, o que torna infrutífera qualquer tentativa de não me transportar pra dentro de cada página, de não me deixar envolver pelos sentimentos de felicidade e tristeza dos personagens! Como eu torci por Madelyn e Bennet, mesmo já sabendo antecipadamente o final da história! Como foi lindo ler o momento em que ele se nega a fazer o quer, o que deseja, simplesmente pelo fato de não ser o certo.
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"— Doze semanas — disse você, por fim.
— Doze semanas o quê? — pisquei e o encarei. (...)
— Um trimestre tem doze semanas. E temos
nove pela frente.

— E? (..)
— E no dia treze de dezembro, quando essas
nove semanas tiverem passado, vou beijar você. —
Seus olhos estavam vidrados nos meus, com toda a
intensidade dos incêndios que já foram avistados
daquela cabana. — Mas se eu beijá-la agora, talvez
nunca pare."
Talvez soe infantil, ingênuo, sonhador de mais eu dizer que senti toda a felicidade e o conflito que se apossou de Madelyn a partir desse momento. Mas, fazer o quê? Eu senti mesmo! No livro está claro o que ela sente por ele, cada palavra das cartas dela deixa esse sentimento bem claro. O amor que começou a nascer  entre eles era a única verdade na vida de Madelyn. Só ao lado de Bennet,  ela conseguia ser ela mesma, livre, apesar da mentira que havia entre eles. Por isso ela se mostra cada vez mais dividida entre se permitir viver o que sentia ou esclarecer a verdade que a sua omissão escondia. Um conflito doloroso, mas que não a impediu de escolher viver, se permitir, e não vou negar o quanto contente eu fiquei por causa disso.
"É possível esperar um dia com uma ansiedade constante e esmagadora… e temê-lo quase na mesma proporção? Era como o momento no topo da montanha-russa, quando seu coração sobe para a garganta e você fica extasiado ao pensar na descida, mas também aterrorizado."
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Bom, o final do livro eu não vou contar, mas posso adiantar que se fosse minha a mente que tivesse idealizado esse romance, você pode apostar que ele seria outro, e completamente diferente. Isso, porém, não significa que não gostei da leitura. Pelo contrário. Amanda Grace conseguiu criar um enredo delicado e ao mesmo tempo intenso, em que cada passagem desperta os nossos sentimentos mais diversos. Uma história que narra o que poderia ter sido um "simples" amor platônico, mas que pela coragem dos personagens foi muito além disso. Madalyn errou quando omitiu sua idade real e deixou que as coisas acontecessem como aconteceu? Bennet foi cego quando não enxergou as evidências do que estava mais do que óbvio? Não sei dizer gente, e na verdade, nem quero julgar essa questão, mesmo sendo apenas uma história fictícia e não um caso real. O que quero dizer pra encerrar essa resenha é que todo sentimento traz consigo a verdade, e é lindo quando a gente permite que a nossa verdade brilhe, nos fazendo brilhar, e viva nos fazendo viver!

É isso. Leiam "A verdade sobre nós" e se encantem como eu me encantei! Ou não, né, Raimundo? rs Até a próxima, queridos! Beijos!

Ah, ia me esquecendo! Lembram da música que citei no inicio do post? Back to december? Então, ela poderia ser a música de Madelyn e Bennet! Vejam...



17 de outubro de 2014

Um Vendaval de Emoções - Resenha de "Outlander - A Viajante do Tempo", de Diana Gabaldon

Fonte da Imagem: Blog Palácio de Livros


Título: Outlander - A Viajante do Tempo (Outlander)
Autor: Diana Gabadon
Tradução: Geni Hirata
Editora: Saída de Emergência
800 páginas

Ok. Eu ainda estou tentando me recuperar do choque. Sim, é o que este livro é: um choque.

Claire é uma mulher de 27 anos, que vive em 1945, feliz e casada com Frank Randall. Após o término da guerra, eles saem em lua de mel e vão para a Escócia. Lá Frank, que é historiador, fica à procura das raízes antigas de sua famíliae Claire se distrai com seu passatempo de colher amostras de flores. Uma noite os dois vão até um local onde presenciam um ritual antigo, tradicional, onde mulheres dançam dentro de um círculo de pedras. No dia seguinte, Claire volta ao local sozinha, para colher uma espécie de flor diferente que tinha visto. Quando se abaixa para colher a flor, o vento muda de maneira estranha e começa a bater mais forte. Claire então se sente envolvida pelo clima do local e, ao encostar em uma das pedras que formam o círculo, acaba transportada no tempo. Ela acorda no ano de 1743, sem ter a menor ideia de onde está e de como foi parar lá. E assim, sua aventura começa.

Há muito tempo eu não lia um livro que me prendesse desse jeito. Fui dormir muitas vezes quando já passava das 5 da manhã, porque simplesmente eu não conseguia parar. Comer para quê? Dormir pra quê? Eu tinha que saber o que vinha a seguir, o que ia acontecer com Claire e como ela ia se virar perdida num tempo que não era o dela, numa terra estranha, com um grupo de guerreiros escoceses e toda sorte de estranheza que se possa imaginar.
É até difícil de falar desse livro porque ele me tirou o ar. E não foi apenas uma vez.

"Outlander" chegou até mim através de um grupo chamado "Literatura de Época" do qual participo no Facebook. De tanto ver as meninas comentando sobre a série de TV que tinha sido lançada e de como ela era tão maravilhosa quanto os livros, larguei tudo o que estava lendo e fui atrás dessa obra que causava tanto fascínio em tanta gente.
Baixei todos os PDFs disponíveis e a série inteira e lá fui eu, me aventurar pela Escócia de 1743.
E não me arrependi um minuto sequer.

O livro é maravilhoso. Diferente de tudo o que já li. E além da obra de ficção e do romance, é um relato histórico maravilhoso. Diana Gabaldon escreve de maneira envolvente e consegue nos transportar para a época em que se passa a história, mesmo a gente não tendo a menor ideia de como era lá.

A história de Claire é cativante. Uma enfermeira do pós guerra de 1945, que vira curandeira em 1743.
Uma inglesa, vivendo no meio de um clã escocês em plena época de guerra Inglaterra X Escócia.
Uma mulher casada, apaixonada pelo marido, que se vê obrigada a aceitar um casamento com um jovem escocês, para poder sobreviver e tentar voltar para onde realmente pertence.
Jovem escocês esse que é um personagem apaixonante e que, mesmo que eu não tivesse visto a personificação dele na série de TV, teria me apaixonado por ele. 

"Permita então que beijos apaixonados permaneçam em nossos lábios. Comece a contagem até mil e cem. E mais cem e mais mil."

Jamie tem 23 anos e é um fugitivo. Acusado por um crime que não cometeu, se vê obrigado a viver escondido, para não cair nas garras do cruel e sádico "Black Jack" Randall. Capitão dos "Casacas Vermelhas" - o exército inglês - e ancestral do marido de Claire, Frank, Black Jack tem verdadeira obsessão pelo jovem Jamie, sendo o responsável pelas terríveis cicatrizes que Jamie tem nas costas.

"Eu sou senhor e você é minha senhora. Parece que não posso possuir sua alma sem perder a minha..."

E nesse vai e vem de emoções, Claire acaba se apaixonando por Jamie e é muito interessante observar como o amor dos dois vai se desenvolvendo. Jamie é muito engraçado e irônico e as provocações entre os dois são muito engraçadas. As juras de amor são as coisas mais lindas e a gente fica lendo com gostinho de quero mais. Fiquei impressionada também quando Jamie tem que mancar "machão" da casa. Mesmo sendo mais novo que ela, quando ele tem que se impor, ele se impõe. Ah, e como se impõe!

"Você é sangue do meu sangue e ossos dos meus ossos. Dou-lhe meu corpo, para que nós dois sejamos um só. Dou-lhe meu espírito, até o fim de nossas vidas."

Quando eu cheguei na parte do livro onde a série de TV parou, meu coração batia tão disparado que eu tive que me levantar no meio da madrugada e ir até a cozinha tomar uma água, respirar um pouco e me recompor. Há muito tempo um livro não me fazia sentir isso. E pode ter certeza que se é emoções fortes o que você procura, "Outlander" tem todas elas para te dar.

"Senhor, eu nuca tive coragem em minha vida antes, que eu a tenha agora.Permita que eu seja corajoso o suficiente para não cair de joelhos e implorar-lhe para que fique"

Enfim, eu mais que recomendo este livro. Na verdade é uma série, com oito livros já escritos, que já foram lançados há algum tempo no Brasil pela Editora Rocco e que agora estão sendo relançados pela Editora Saída de Emergência. O primeiro já está a venda e o segundo "A Libélula no Âmbar", sai agora em novembro (E eu já estou aqui contando minhas moedinhas para comprar os dois no Natal! haha).

Capa do segundo livro pela Editora Saída de Emergência

Na primeira vez que foram lançados os livros a partir do terceiro, foram divididos em duas partes cada. Não sei como a editora atual vai fazer, mas torço para que não os divida. Pelo primeiro livro, já pude ver que a história é maravilhosa, envolvente e eu preferiria ler cada parte dela toda de uma vez. No caso desses livros eu acho que quanto mais grosso, melhor! Segue aqui os nomes do terceiro em diante:

3-O Resgate no Mar
4-Os Tambores de Outono
5-A Cruz de Fogo
6-Um Sopro de Neve e Cinzas
7-Ecos do Futuro
8-Escrito no Sangue do Meu Próprio Coração (tradução livre de Written in my own heart´s blood)

Capas da Editora Rocco


E a autora está escrevendo o nono, que deveria ser o livro de encerramento da série, mas nada confirmado ainda quanto a ser mesmo o último.

Bom, não ficarei descrevendo muitos detalhes do livro porque não gosto de dar spoilers (Fui ler algumas resenhas por aí e acabei me dando mal por elas serem reveladoras demais), então só posso dizer que o livro é ótimo, é lindo (fui na livraria só para ver ele e ele é maravilhoso); a história é envolvente, é apaixonante, é diferente, é emocionante, é incrível e Fitzwilliam Darcy arranjou um concorrente dentro do meu coração (apesar de ainda ser Darcy o meu amor principal!).

Leia e viaje no tempo junto com Claire, caia nos braços de Jamie e eu garanto que vai ser praticamente impossível de você se arrepender.
Assistam a série de TV também. É lindíssima! E Jamie... Ah, Jamie...

Sem mais por enquanto, espero que tenham gostado e até a próxima!


10 de outubro de 2014

Menção Honrosa - Trilogia Millennium - Stieg Larsson




Não vou chamar este texto de resenha porque simplesmente não sei se tenho capacidade para resenhar uma obra de tamanha magnitude. 
Os livros, publicados no Brasil com os títulos "Os Homens que não Amavam as Mulheres"; "A Menina que Brincava com Fogo" e "A Rainha do Castelo de Ar", de Stieg Larsson tomaram conta do meu ser, me tiraram o fôlego, arrebataram minhas noites de sono, como há muito tempo um livro não fazia.
É realmente uma pena que um ataque cardíaco tenha nos arrebatado tão excelente autor, pois com certeza, teríamos grandes obras acrescentadas às bibliotecas, além desta magnífica trilogia.

Eu relutei bastante em ler estes livros, pois sou uma romântica incurável, então sempre tinha uma história de amor que me desviava e eu acabava deixando "Millennium" para lá.
Um dia resolvi dar uma pausa nos romances e finalmente peguei o 1º volume, "Os Homens que não Amavam as Mulheres". O filme estava em evidência na época (a versão americana tinha acabado de sair), o título me deixou curiosa e lá fui eu.

Inicialmente o livro parece elaborado demais, lento e meio cansativo de ler. Existem nomes de lugares estranhos e alguns até mesmo - pelo menos para mim, - impronunciáveis. Isso porque o autor é sueco, a história se passa na Suécia e quem, como eu, está mais acostumado com ambientes literários e autores ingleses e norte-americanos, com certeza vai sentir esse estranhamento. Mas isso passa.

Não vou falar de cada livro em particular, pois não tenho, de maneira alguma, a pretensão de resenhá-los. Mas vou destacar os dois personagens principais:

Mikael Bomkvist (Daniel Craig) na versão americana do filme 
"Os Homens que não amavam as Mulheres"

Mikael Blomkivist - é um jornalista, famoso por investigar e denunciar casos políticos, sem medo de abalar as estruturas do país e de enfrentar quem quer que seja, em nome da verdade, publicando suas descobertas bombásticas.

Mikael Bomkvist (Michael Nyqvist) na versão sueca do filme
"Os Homens que não amavam as Mulheres"

E como explicar Lisbeth Salander?


Lisbeth Salander (Rooney Mara) na versão americana do filme 
"Os Homens que não amavam as Mulheres"

Ela é a anti-heroína mais fantástica de todos os tempos. Faz as coisas como se não se importasse com nada e você se pega pensando como ela: e daí?
Você sofre com ela, grita com ela, concorda com ela, discorda, ama, odeia... Lisbeth te deixa assim: extremamente contraditório. e eu vou parar por aqui porque senão vou acabar escrevendo um livro só sobre ela. haha

Lisbeth Salander (Noomi Rapace) na versão sueca do filme 
"Os Homens que não amavam as Mulheres"

Enfim, não tenho mais nada a declarar. Se você quer mistérios arrebatadores, investigações, perseguições, viradas inesperadas; se você quer histórias inigualáveis e surpreendentes, leia a trilogia Millennium. Você não vai se arrepender.
Sem mais a acrescentar, fico por aqui!
Beijos e até a próxima!

PS: Eu li alguns artigos na Internet, dizendo que originalmente esta série pretendia ter dez livros, mas isso não foi possível, devido ao súbito falecimento do autor. Vi também que talvez a esposa dele estivesse disposta a pegar o que Stieg já tinha começado a escrever do quarto livro e continuá-lo. Não sei se é verdade ou não, mas ao terminar de ler o terceiro, sei que ainda sobrou um tanto de pano para manga e dava para continuar sim. Mas não sei se alguém conseguiria alcançar a maestria do autor original. Para mim, melhor deixar como está.

2 de outubro de 2014

Trechos: "Entre o agora e o sempre" - J. A. Redmerski

Então, gente... Lí a continuação de "Entre o agora e o nunca" e, se querem saber minha opinião, ela não poderia ser outra:  J. A. Redmerski foi simplesmente genial ao escrever a história de Camry e Andrew. Dessa vez, porém, optei por não fazer uma resenha, mas apenas destacar os trechos que mais me tocaram. Não quero correr o risco de começar a escrever sobre o livro e acabar estragando a leitura de vocês. Mas, se posso reiterar o que disse no meu último post, leiam esse romance. Ele vale muito a pena!!!

Imagem: google

"(...) — Você é a coisa mais importante do mundo pra mim — sussurro em seus lábios. — Espero que nunca se esqueça disso.
— Nunca vou esquecer — ela sussurra em resposta, e mexe seus quadris delicadamente no meu colo. Então ela roça meus lábios com os dela e diz, antes de me beijar: — Mas se um dia eu esquecer, seja por que motivo for, espero que você encontre sempre um jeito de me fazer lembrar.
Eu estudo sua boca e depois suas bochechas, apertadas entre meus polegares.

— Sempre — digo, e a beijo com intensidade. (...)"


Imagem: tumblr
"(...) Em cinco meses, me encontrei com ele, me apaixonei total, incondicional e loucamente, aprendi de verdade a viver, conheci praticamente toda a sua família e logo me senti parte dela, enfrentei uma jornada desafiando a morte com Andrew, fiquei grávida e noiva. Tudo em cinco meses. E agora aqui estamos, enfrentando mais uma dificuldade. E ele continua comigo a cada passo. Fui idiota e fraca e tomei comprimidos, e ele continua aqui. Eu me pergunto se existe alguma coisa que eu possa fazer que seria tão horrível a ponto de ele me abandonar. Algo no meu coração diz que não, não existe nada capaz disso. Nada mesmo. Nunca vou entender, enquanto eu viver, como tive a sorte de ficar com ele. (...)"

Imagem: tumblr
"(...) Quando chega a hora de dizermos nossos votos, eu sei que nenhum dos dois escreveu nada, nem teve muito tempo para pensar no que queria dizer. E assim, praticamente da mesma forma que costumamos fazer tudo, nós fazemos e pronto.
Eu aperto mais suas mãos entre nós e digo:
— Camryn, você é a outra metade da minha alma, e eu vou te amar hoje e todo dia pelo resto das nossas vidas. Prometo que se um dia você me esquecer, lerei para você, como Noah lia para Allie. Prometo que, quando ficarmos velhos e nossos ossos doerem, nunca dormiremos em quartos
separados, e que se você morrer antes de mim, será enterrada com esse vestido. Prometo assombrar você como Patrick Swayze assombrou Demi Moore. — Seus olhos começam a se encher de água.
Eu acaricio as palmas das mãos dela com meus polegares. — Prometo que nunca vamos acordar um dia, daqui a anos, e nos perguntar por que desperdiçamos nossas vidas sem fazer nada, e que seja qual for a dificuldade que enfrentemos, eu sempre, sempre estarei com você. Prometo ser espontâneo, sempre baixar o volume da música quando você adormecer, e cantar a música das uvas-passas quando você estiver triste. Prometo sempre amar você, em qualquer lugar do mundo ou de nossas vidas em que estejamos. Porque você é a outra metade de mim, sem a qual eu sei que não consigo viver.
Lágrimas escorrem dos seus olhos. Ela leva um instante para se recompor.
E então ela diz:
— Andrew, prometo nunca te manter vivo por aparelhos, deixando você sofrer, se eu sentir no fundo do meu coração que sua vida acabou. Prometo que, se um dia você se perder ou desaparecer, eu... nunca vou parar de te procurar. Jamais. — Isso me faz sorrir. — Prometo que quando você morrer, vou mandar que toquem “Dust in the Wind” no funeral, e você não será enterrado num lugar frio. Prometo sempre te contar tudo, por mais que eu me sinta envergonhada ou culpada, e confiar em você quando me pedir pra fazer alguma coisa, porque sei que tudo o que você faz tem um propósito. Prometo ficar sempre ao seu lado e nunca deixar que você enfrente nada sozinho.
Prometo amar você para sempre nesta vida e aonde quer que formos depois da morte, porque eu sei que não consigo viver em nenhuma vida, a menos que você também esteja nela. (...)"


"(...) Vamos viver entre o agora e o sempre até morrer. (...)"

Fiquei bem tentada a pôr outros trechos, mas acho que esses bastam! rs Beijinhos e até o próximo post!!! :)