31 de julho de 2014

#TAG: "Doenças literárias" by Malu

Oiii! Já fazia um tempão que não eu dava as caras por aqui, né? É que além de estar envolvida com dois outros blogs, fiquei pensando na próxima resenha que quero trazer pra cá e, juro, ainda não me decidi. Assim, por ora, trago essa TAG que encontrei em forma de vídeo no youtube. Ela foi respondida pela Gabi, do blog Teoria Criativa.  Como essa pessoa que vos escreve é excessivamente tímida para fazer um vídeo, tomo a liberdade de alterar um pouco as regras da TAG e respondê-la do jeito em que me saio melhor: escrevendo. Vamos lá?

Doenças Literárias

1. Diabetes: um livro muito doce: 
Vieram-me três à memória, mas acho que nenhum se compara ao "O Pequeno Príncipe", de Antoine de Saint-Exupéry. Para muitos ele é um livro infantojuvenil, opinião sobre a qual eu tenho lá minhas dúvidas. Penso que na aparente simplicidade dessa história, o autor trata de assuntos e valores que geralmente a gente não consegue compreender totalmente quando ainda somos crianças.

 2. Catapora: um livro que você leu e não lerá de novo:
Bom, dos livros que li e que não tenho a intenção de voltar a fazê-lo são os que fazem parte da trilogia "Cinquenta tons". Li o primeiro - Cinquenta tons de cinza - por curiosidade, todo mundo falava a respeito, e apesar da vontade de saber o mistério em torno do passado de Christian Grey, não gostei da forma como E. L. James conduziu a história. Achei apelativa demais no que diz respeito ao sexo, o que pra mim fugiu até um pouco da realidade. Enfim, não gostei e por isso não dei continuidade a leitura da trilogia.
 

3. Ciclo Menstrual: um livro que você relê constantemente:
Ressalto que apesar de incômodo, o ciclo menstrual não é necessariamente uma doença, tá?...rs Assim como o meu amor pelos livros que vou citar nessa resposta (tá, ele pode ser exagerado, mas não é doença e muito menos um incômodo!...rs). Sim, livros, porque é impossível escolher apenas um. Na verdade eu ainda não os li mais de uma vez, simplesmente porque tô adiando o prazer de voltar a fazê-lo. Já imaginam a quais livros tô me referindo? Não? Então vamos lá... "Orgulho e Preconceito" e "Persuasão" de Jane Austen, e "Como eu era antes de você" de Jojo Moyes. São histórias lindas que merecem um repeat!

4. Gripe: um livro que se espalhou como vírus.
Eu podia citar novamente os da trilogia "Cinquenta tons", né? Nunca vi maior badalação em torno de um livro... Mas, pra não repetir a resposta, acho que os livros da saga "Crepúsculo" também se encaixam aqui. Até minha prima que não é dada a leitura, foi infectada por esse vírus, digo, se rendeu a esses livros. Eu nunca os li.

5. Asma: um livro que tirou seu fôlego.
Sem sombra de dúvida foi "O Exorcista", de William Peter Blatty. Puxa, eu sou fã dos filmes de "terror sobrenatural" (nada sangrento tipo "Jogos Mortais", por favor!), mas, pra mim, nem mesmo o filme baseado nessa história (que eu devo ter visto umas cinco vezes), se compara ao livro! Sabe o que é você começar a ler e não parar até terminar? Então, foi mais ou menos assim comigo... rs
 
6. Insônia: um livro que te tirou o sono.
"Um motivo para viver". Trata-se de um romance espírita, psicografado pela médium Eliana M. Coelho. Schellida, o Espírito que o escreveu, o fez com tamanha sensibilidade que não tem como não se apaixonar pela história. Linda demais!   
 
7. Amnésia: um livro de que você não se lembra muito bem.
Talvez porque eu o tenha lido já há algum tempo, alguns poucos anos na verdade... rs
Eu fazia a sétima ou oitava série quando me chegou às mãos "O Diário Secreto de Laura Palmer", de Jennifer Lynch. Lembro poucas coisas da história, além do fato de que Laura tinha 15 anos e foi assassinada misteriosamente. Ah, e que teve uma série americana chamada "Twin Peaks"  que foi baseada no livro (ou o livro foi baseado na série?). Enfim, eu não lembro muito bem... rs

8. Mal nutrição: um livro que faltou conteúdo para reflexão.
Diferente do que me aconteceu quando li "O Caçador de Pipas", o primeiro livro de Khaled Hosseini, quando li "O silêncio das montanhas" fiquei com um "an? como assim? era só isso" perturbando minha mente durante os primeiros dias que se seguiram à leitura. A história tem a sua veia dramática, traço marcante do autor, mas pelo menos nesse, não vi nenhum fundamento que me levasse à reflexão.
   
9. Doenças de viagem: um livro que te leva para outra época/mundo.
 Aqui eu vou falar novamente de um livro espírita. "Há dois mil anos", de Emmanuel, psicografado por Francisco Cândido Xavier, o lindo Chico! Mergulhar nas páginas desse livro foi literalmente voltar dois mil anos no tempo e quase que viver, junto com os personagens, todas as emoções daqueles dias em que Jesus esteve na Terra. Um relato perfeito! 

***

Bom, essas são as minhas respostas gente. Gostei dessa TAG, gostei de refletir para respondê-la e por isso quis vir dividir com vocês. Quem quiser respondê-la, fica a vontade, tá? :)

Ah, e aproveitando o post, uma perguntinha: Quais livros vocês gostariam ver resenhados aqui? 
Tenho três me esperando na estante:
- O colecionador de lágrimas (Augusto Cury)
- Inferno (Dan Brown)
- A última música (Nicholas Sparks)

 Aceitando sugestões em 3, 2, 1... Até mais!

25 de julho de 2014

Uma Viagem pelos Contos de Fadas: Terra de Histórias - O Feitiço do Desejo


Olá amigos do Trechos e Resenhas! Sou Juliana e essa é a primeira resenha que escrevo. Vou falar sobre o livro: Terra de Histórias - O Feitiço do Desejo.

Título: Terra de Histórias - O Feitiço do Desejo (The Land of Stories - The Wisihng Spell)
Autor: Chris Colfer
Tradução: Cleci Leão
Editora: Benvirá
383 páginas


Conheci esse livro porque o autor é ator e faz o personagem Kurt Hummel na série Glee, que eu acompanho. Quando soube que ele escreveu um livro, tratei de saber sobre o que era. Então li a sinopse e me interessei bastante. Quando vi a capa do livro, eu soube que ele ficaria mais do que perfeito na minha estante. Não sosseguei até comprá-lo.

A história gira em torno dos irmão gêmeos Alex e Conner, que estão passando por momentos difíceis e, em seu aniversário de 12 anos, ganham de presente da avó, um antigo livro de Contos de Fadas que seu pai costumava ler para eles. Alex é uma garota bastante solitária e sempre encontrou nos livros os seus melhores amigos e a companhia que não encontrava na "vida real".
Esse livro, no entanto, se mostrou diferente de todos os outros. Ele brilhava e zunia e Alex não conseguia entender o porquê. Um dia, Conner entra no quarto da irmã e tenta, mas não consegue evitar. Ela pula para dentro do livro e ele, sem saída, vai atrás dela.
Desta forma eles são transportados para a Terra de Histórias e lá encontram os personagens aos quais já estamos acostumados - Branca de Neve, João do Pé de Feijão, Cinderela, entre outros - e podem ver como eles vivem além do "felizes para sempre".
Os irmão então passam a viver grandes aventuras e enfrentar perigos inimagináveis, enquanto tentam encontrar uma maneira de voltar para casa.

Ok. Lendo isso, você pode achar que é um livro bobo para criança e eu digo, sim, é um livro para criança, mas de bobo não tem nada. Não para quem não se importa em ser uma criança grande como eu, e pode encontrar lendo este livro uma aventura tão interessante quanto encontraram seus personagens. Mostra para gente que as histórias não acabam ali naqueles "felizes para sempre" ao qual já estamos acostumados.
A primeira frase do livro, já acertou em cheio o meu coração: "Um dia, você terá idade suficiente para começar a ler contos de fadas outra vez" - C.S. Lewis. Essa frase, do autor das Crônicas de Nárnia, falou tudo para mim. Eu sabia que ali, encontraria algo de que iria gostar. E gostei!
Existe um mistério que as crianças precisam desvendar e uma série de itens que precisam encontrar para que possam tentar voltar para casa. No meio do caminho eles vão encontrando amigos dispostos a ajudar e perigos que atrasam e tentam impedir a realização desta tarefa. No decorrer da história, a gente vai descobrindo junto com eles, segredos e mistérios que envolvem sua família e aquela terra de fantasia.
Eu adorei a ideia, que pode não parecer tão original assim (a série Once Upon A Time mostra esse universo de denro das histórias também), mas qual o leitor que nunca sonhou em entrar dentro de seu livro preferido para ver o que acontecia? Ah. se eu pudesse...
Enfim, não quero me estender muito para não dar nenhum spoiler, mas posso dizer que adorei. A escrita é de fácil entendimento e o final é um tanto previsível, mas nada estraga a alegria de ser criança de novo e embarcar nessa viagem junto com os irmãos.
Indico para as crianças que ainda são crianças e para aquela que nunca deixaram de ser. É uma viagem que vale a pena!

Aqui no Brasil já foi lançada a continuação, que eu ainda não pude ler, mas já está na minha lista de desejos, que se chama - O Retorno da Feiticeira e tem essa capa ainda mais maravilhosa do que o primeiro.



E nos Estados Unidos já saiu o terceiro, ainda sem tradução para o português, mas que traduzido livremente fica algo como: Um Aviso Grimm, e também é tão lindo como os outros dois:


E eu não vejo a hora de comprar o segundo, de ver chegar o terceiro, pois tenho certeza de que me farão sorrir como uma criança feliz, assim como o primeiro já fez.
Então é isso por enquanto, espero que tenham gostado da resenha - lembrando que essa é a primeira e vou sempre tentar melhorar e boa leitura para quem se sentir tentado a embarcar nesta jornada!



20 de julho de 2014

A lista dos 5


 

Escrevi antes de ontem a primeira resenha do blog, esclarecendo que apesar de ter escolhido "A culpa é das estrelas" para ser o pioneiro dentre os livros que vão ser comentados aqui no T&R, nem de longe ele é o meu romance favorito. Na verdade preciso confessar que nem eu sei qual é esse livro, qual considero o melhor dos melhores. O que sei é que com muito custo e uma certa dor no coração, consegui criar uma lista que pode passar um pouco a noção sobre as minhas preferências literárias pra você que gasta um tiquinho do seu lindo tempo aqui... 

Então? Vamos à lista? Ela traz os cinco livros mais lindos que já li, e em relação à disposição em que vou colocá-los aqui, mais do que nunca vou me basear na sentença que diz que "a ordem dos fatores não altera o produto". É que meu carinho por cada um deles, por seus personagens, por cada história que eles encerram é e vai ser sempre o mesmo.

- Orgulho e Preconceito - Jane Austen: A primeira vez que tive contato com essa maravilha da Jane foi através do filme (homônimo), que traz o fofo do Mattew MacFadyen e a linda Keira Knightley interpretando o casal protagonista da trama. Isso foi mais ou menos em 2010, cinco anos depois do filme ser lançado, e de lá pra cá a minha busca pelo livro se tornou quase obsessiva. Esse ano minha irmã me deu "OeP" de presente, e se eu já era apaixonada pelo filme, o livro tomou de vez o meu coração. Nele a história é mais encantadora em todos os sentidos. Jane Austen consegue retratar como ninguém os sentimentos, valores, preconceitos e caráter humanos. Os lugares descritos, as emoções dos personagens, os diálogos entre eles, tudo nos prende e nos encanta. Acho que já deu pra notar que esse é um livro que eu muito recomendo, né? Só faço porem uma ressalva, que vocês meninas não se encantem muito pelo lindo Mr. Darcy. Ele já é meu! rs


 
- Persuasão - Jane Austen: Já me considerando uma "janiete", mergulhei na leitura de Persuasão. Não posso deixar de mencionar aqui que o meu lindo livro eu ganhei da Ju, o que me deixa ainda mais feliz quando o vejo entre os outros tantos que tenho na estante. Enfim, nesse outro romance, Austen conseguiu se sair tão bem quanto quando escreveu Orgulho e Preconceito. Sensíveis e intensos, Anne Eliot e Capitão Wentworth formam um casal que realmente nos inspira e faz acreditar que, apesar de qualquer coisa, se o amor for constante ele vai ser também imbatível.   

 

- Como eu era antes de você - Jojo Moyes: O que eu posso falar desse livro além do fato que de que ele mexeu com valores e convicções que, antes de conhecer a história de Will e Lou, eu julgava inquestionáveis?"Como eu era antes de você" é uma história densa, confesso até que triste demais pro meu gosto, o que não impede que ela seja impregnada com a dose exata de sensibilidade que a autora soube dosar tão bem em cada página do livro. 


 
 - Diário de uma paixão - Nicholas Sparks: Acho que sou suspeita demais pra falar sobre esse ou qualquer um dos livros de Nicholas Sparks. Sei que a escrita dele desperta um misto de amor e ódio nas pessoas que a conhecem mas, em mim, não existe conflito nenhum. Amo os livros dele, já assisti infinitas vezes os filmes baseados nas suas obras, e foi difícil escolher um favorito dentre eles. Dos seus filmes, sem dúvida nenhuma "Um amor pra recordar" vai ser sempre o primeiro da minha lista, todavia, em relação aos livros, e pelo menos por enquanto, "Diário de uma paixão" vem ganhando essa parada. Não tem como não se emocionar com a história de Noah e Allie, tem?  
 

 - As cartas de amor do profeta - Paulo Coelho: Esse é um livro escrito a partir das cartas escritas pelo famoso escritor Gibran Khalil Gibran, endereçadas àquela que parece ter sido o grande amor da sua vida, Mary Haskell. Todo em forma de cartas, acho que é esse o principal fato que sempre me faz colocá-lo nessa lista dos melhores. As palavras de Khalil são verdadeiramente encantadoras, do início ao fim.     

 Bom, agora com essa pequena relação, termino esse post por aqui, antes que caia na tentação de alterá-la. Como disse, apesar de ainda não ter lido a quantidade de livros que gostaria, já me foi bem difícil escolher qual, dentre os que li, comporia essa pequena lista. Se você já leu alguma das obras que mencionei, fala aqui no T&R o que você achou, a sua opinião... O espaço dos comentários está disponível justamente para essa "troca de figurinhas" que, além de alegrar o coração dessa criatura que vos escreve, só virá a acrescentar nesse espaço que também já é seu. :) Beijo, e até a próxima! 

Seremos duas, agora!

Oii, gente! 

Ju e eu, respectivamente! :3

Em menos de uma semana de blog e já trazemos mudanças, boas e felizes mudanças por sinal! Seguinte, o "T&R" vai contar com a linda colaboração da Ju, ou "A Penseira", que é como ela assina os textos que ela escreve pela internet a fora. Só pra constar, Ju é uma escritora nata e foi uma alegria pra mim quando ela aceitou o convite para fazer esse cantinho comigo. A gente só se conhece pela internet por enquanto, mas suspeitamos que somos gêmeas separadas na maternidade, né Ju? Assim como eu, ela mantém um blog pessoal, o "A Penseira", e também faz parte do "Nós, Poético e literários", um trabalho que desenvolvemos juntamente com outros amigos, e que deixando a modéstia de lado, está ficando cada vez mais lindo.  Bom, é isso. Fico por aqui e passo a bola pra Ju! Fica a vontade, tá gêmea? O "T&R" é todo seu!

18 de julho de 2014

Resenha: "A culpa é das estrelas"

Imagem: WeHeartIt

"The Fault in Our Stars", ou "A culpa é das estrelas", como é conhecido aqui no Brasil. Quem me conhece não vai estranhar o fato de ser esse o livro que vai estrear a sessão "resenha" do blog. Ele não é o meu favorito, e se me perguntarem, vou responder rapidamente que ele não encabeça a minha "lista dos melhores livros", mas, e paradoxalmente, com certeza ele está entre aqueles em que os personagens e a realidade destes mais ecoaram dentro de mim...

"Na verdade, sempre doía. Sempre doía não respirar como uma pessoa normal, tendo a toda hora de lembrar aos seus pulmões que eles devem agir como pulmões, fazendo força para aceitar como insolúvel a dor lancinante que vem lá de dentro pela falta de oxigenação." (pág. 47)

Bom, a história narrada no livro é fictícia, embora tenha sido inspirada nas experiências reais de Esther Grace*. No romance de John Green, porém, são Hazel Grace e Augustus Waters, ela com dezesseis anos e ele com dezessete, os personagens centrais. Ambos adolescentes, ambos sobreviventes. Sim, eu disse sobreviventes porque ao mesmo tempo em que Hazel vive uma batalha contra um câncer nos pulmões, Augustus - ou Gus - perdeu uma das pernas também para o câncer.

Esse enredo parece trágico pra você? Sem querer minimizar o lado dramático da história, acho que se você se deixar levar por essa primeira impressão, terminará por perder uma linda história de amor, coragem, luta e superação. Não pretendo aqui comentar detalhes sobre o livro, que já virou filme por sinal, só quero acrescentar que apesar do enredo ser um tanto infanto-juvenil na minha opinião, ele não deixa a desejar em relação ao impacto que John Green pretendeu causar com a sua história. 

 "O verdadeiro amor nasce em tempos difíceis." (pág. 31)
"Nos dias mais sombrios, o Senhor coloca as melhores pessoas na sua vida." (pág. 32)

"A culpa é das estrelas" foi um livro que me fez refletir sobre a vida, apesar da ideia da morte ser uma presença constante em todo o contexto. Hazel e Gus sairam das páginas e sentaram ao meu lado, e senti com eles, em toda a intensidade, a alegria de cada conquista (a viagem para Amsterdã, por exemplo), o medo da inevitável embora aparente perda, e a dor daquela que foi, pra essa pessoa que aqui escreve, a grande surpresa da história. Sobre o que estou falando? Deixo para você perceber quando decidir mergulhar nas entrelinhas de ACEDE, okay? 

"Às vezes, um livro enche você de um estranho fervor religioso, e você se convence de que esse mundo despedaçado só vai se tornar inteiro de novo a menos que, e até que, todos os seres humanos o leiam." (pág. 37)

***

*Esther Grace é nossa Hazel na vida real. Adolescente apaixonada por Harry Potter, foi numa conferência sobre os livros que narram as aventuras do menino aprendiz de feiticeiro que ela e Green se conheceram. Diagnosticada com carcinoma papilar da tireoide aos 12 anos de idade, Esther veio a desencarnar em 2010. 
John Green, em uma de suas entrevistas, esclarece: “Esther era uma pessoa incomum, e conhecê-la me lembrou de como os adolescentes podem ser introspectivos e ao mesmo tempo ter uma empatia estonteante. Pensar sobre essas qualidades me deu uma nova visão dessa história, que tentei escrever por 10 anos. É importante dizer que Esther era muito diferente de Hazel e que eu certamente não quis me apropriar da história dela. Mas eu jamais poderia ter escrito este livro se não a tivesse conhecido. Ela inspirou cada palavra.”
Em 2013 foi lançado o livro "A estrela que nunca vai se apagar", que reúne trechos de cartas e dos diários de Esther, que também mantinha um canal no youtube "cookie4monster4".

17 de julho de 2014

Trechos & Resenhas

A vontade de criar esse blog me veio ontem, e embora tenha sido um pensamento rápido, eis que hoje me percebi acordando com a mente fervilhando de ideias pra ele. Assim, aqui estou. Para começar, eu sou Maria Luíza, e apesar de adorar meu nome, prefiro que me chamem de Malu ou Lu. Sou cearense, tenho 29 anos. Formada em Serviço Social, digamos que atualmente eu estou desempregada, o que me deixa com todo o tempo do mundo pra ler, ver filmes e seriados, navegar na internet e outras coisitas mais. 

Sempre gostei de livros, mas só transformei a leitura em um hábito depois que conclui o ensino médio. É que até conseguir passar no vestibular, lia compulsivamente, nessa época a maioria era de livros com a temática espírita. Sim, eu sou espírita, mas sobre esse e outros assuntos da minha vida pessoal, eu prefiro falar no meu outro blog. É, esse não é o único espaço em que escrevo. Na verdade, juntamente com os livros, a escrita é minha paixão, minha forma poética de respirar!

Como toda e qualquer amante da leitura, eu também tenho os meus trechos e passagens preferidas. Acho que o que me distingue, apenas, é o fato de que não consigo arquivá-los como seria o ideal. Já separei bloquinhos e cadernos para fazer anotações durante a leitura, mas nunca consigo colocar esse plano em prática realmente. Até passei a fazer marcações e grifos nos livros, mas ainda assim me deixo levar pela história e acabo "perdendo" a maioria dos trechos que queria guardar "pra sempre". É esse, então, o primeiro objetivo do blog: ser um arquivo das minhas memórias e impressões a respeito dos livros que marcaram e marcarão minha vida.

Eu poderia fazer isso num caderno, e guardar tudo só pra mim como muitas pessoas fazem, eu sei. Mas qual a graça de não dividir os encantos e emoções que determinado livro me traz? O bem maior da leitura não é compartilhá-la, não é fazê-la com que mais que uma história presa nas páginas de um livro, ela se torne marca da sua presença na vida de outra pessoa? Muitos dos livros que li até aqui trazem pra perto de mim pessoas que já não estão na minha vida, mas que permanecem nas minhas lembranças e no meu coração porque dividiram comigo as suas emoções. E é só isso o que aqui pretendo... E você, topa viajar nesse mar de encantos comigo?