26 de novembro de 2014

Um amor perdido no tempo - resenha Dupla: "Perdida" e "Encontrada", de Carina Rissi

Imagem: O Blog da Mari


Olá pessoal!
Tem um tempinho já que estou para fazer essa resenha dupla, já que li os dois livros na velocidade de um relâmpago. Mas acabei ficando meio sem tempo e não deu para posar imediatamente. Mas aqui vou eu.
O livro "Perdida" apareceu na minha vida pelo Facebook. Como vivo de ler, participo de todas as páginas e grupos de leitura possíveis, e, em quase 100% destes grupos, aparecia esta linda capa  e ficava me chamando a atenção. Eu sempre adiava ler o resumo da história porque minha fila de livros para ler era - e continua sendo - imensa e eu não queria acrescentar mais um à pilha.
Mas um dia foi inevitável, li o resumo e como era de se esperar me apaixonei. Segue aqui a sinopse para vocês entenderem o porquê:

Sofia vive em uma metrópole e está acostumada com a modernidade e as facilidades que ela traz. Ela é independente e tem pavor à mera menção da palavra casamento. Os únicos romances em sua vida são aqueles que os livros proporcionam. Após comprar um celular novo, algo misterioso acontece e Sofia descobre que está perdida no século dezenove, sem ter ideia de como voltar para casa – ou se isso sequer é possível. Enquanto tenta desesperadamente encontrar um meio de retornar ao tempo presente, ela é acolhida pela família Clarke. Com a ajuda do prestativo – e lindo – Ian Clarke, Sofia embarca numa busca frenética e acaba encontrando pistas que talvez possam ajudá-la a resolver esse mistério e voltar para sua tão amada vida moderna. O que ela não sabia era que seu coração tinha outros planos... “Perdida” é uma história apaixonante com um ritmo intenso, que vai fazer você devorar até a última página.

Eu tinha acabado de ler "Outlander", um livro que me mostrou que as viagens no tempo podem ser realmente interessantes. Aí leio esse resumo e encontro o quê? Uma viagem no tempo. Perfeito! Sem contar que me identifiquei com a Sofia logo de cara - não na parte da tecnologia - mas na parte de ser um desastre ambulante e da aversão ao casamento. Não deu outra. Li.

"E quando eu não estou com você, meu peito fica vazio, 
como se meu coração se recusasse a bater até que lhe encontre novamente."

Sofia é uma personagem muito engraçada, muito interessante. Ela é fã de Jane Austen - eis aqui outro ponto em comum - e anda com um exemplar de Orgulho e Preconceito dentro da bolsa. um dia ela se vê obrigada a comprar um novo celular porque derrubou o seu no banheiro da balada e aí começa sua aventura. Ela encontra uma vendedora estranha que lhe vende um celular único e exclusivo, diferente de tudo o que ela já viu. Mexendo nesse tal desse celular, Sofia acaba sendo transportada para nada mais, nada menos que o século dezenove.

"...o ar puro chegava a ser inebriante para meus pulmões acostumados com tanta poluição. Talvez meu corpo          estivesse reagindo de forma estranha nos últimos dias por causa disso: tanto ar puro devia fazer mal!"

Sem saber para onde ir ou o que fazer, Sofia é "resgatada" por Ian Clarke. Nosso Mr. Darcy versão Brasil. Lindo, cavalheiro, protetor, enfim, aquele tipo de cara que só existe mesmo nos tempos antigos. O cavalheiro fica extremamente intrigado com aquela garota caída no meio da estrada e claro, se apaixona por ela (calma gente, não é assim imediatamente).

"-Planeja me contar sobre ele, senhorita Sofia? Estou realmente curioso. Deve ficar muito distante daqui, pois nunca ouvi falar de um lugar onde mulheres usam roupas... pequenas e apertadas..."

Ian então oferece ajuda a Sofia, que por não ter outra opção, se vê aceitando a proposta. Ao chegar na casa dele, ela escandaliza as damas com suas roupas - minissaia naquela época era praticamente nudez - e atrai olhares curiosos, mas é bem acolhida como uma pobre dama que foi assaltada na estrada. A partir daí, ela conhece Elisa, a irmã de Ian, Madalena a empregada que acaba cuidando dela como se fosse uma mãe, Gomes, o mordomo e braço direito de Ian e Teodora, a amiga de Elisa.
Como não poderia deixar de ser, o livro é repleto de cenas hilárias, protagonizadas por Sofia e seu desencaixe total naquele mundo. O momento em que ela descobre como funciona o banheiro, é simplesmente hilário.

"Era tão surreal! Eu tinha impressão que, a qualquer momento, o senhor Darcy em pessoa sairia de alguma daquelas portas de madeira acompanhado de Lizzie Bennet."

Ian promete ajudar Sofia a encontrar uma maneira de voltar para casa, ainda que ele não tenha ideia de que a casa dela fica 200 anos à frente. Conforme o tempo vai passando, os dois vão ficando mais próximos e inevitavelmente o amor começa a aparecer.

"É que fica meio longe. Duzentos anos longe! Se você por acaso, encontrar uma máquina do tempo perdida por aí, me avisa que eu te levo até o século XXI. A gente pode tomar um chope e depois cair na night!"

É muito fofa a aproximação dos dois. Ian se mostra super protetor com Sofia e ela fica com ciúme, principalmente quando Valentina aparece, toda apaixonada por ele. É muito fofo ver como eles vão se apaixonando e se envolvendo, mesmo com Sofia tentando fugir porque  sabe que uma hora ou outra vai voltar para 2010 e ter que deixá-lo.

"-Eu? Ciúme? De você? Rá! - tentei empurrá-lo para fora com a ajuda da porta, 
mas ele era grande demais, forte demais.
 - Pois eu penso que está. - seu sorriso enorme me irritou ainda mais. Eu queria tanto quebrar seu nariz!"

Você vai lendo e se envolve com os dois de tal maneira, que parece que você está lá, observando tudo de dentro do livro. A maneira como a Carina escreve deixa a gente com essa sensação. Fora as inúmeras vezes que ela fala de Jane Austen no livro! Não tem como não amar!

"Então lá estava eu, em mil oitocentos e pouco, esperando que Elinor e Edward  finalmente se entendessem quando Ian entrou na sala me trazendo de volta para mil oitocentos e pouco! Fiquei confusa por um instante."

Eu adorei! Adorei mesmo! Ainda mais sabendo que é um livro nacional! Aliás, aproveito para acrescentar que a Carina Rissi é muito atenciosa. Mandei uma mensagem no site dela e ela respondeu muito carinhosamente. Uma fofa.
E eu não vou ficar descrevendo mais detalhes do livro pra não tirar a graça. Leiam, porque é certeza que vocês vão adorar.

"Eu poderia ter seguido com minha vida se eu quisesse. (...) Só que eu não queria seguir em frente. Ficar longe de você me fez ter ainda mais certeza de onde eu realmente queria estar."

Ao acabar "Perdida", saí correndo atrás  do "Encontrada", porque não consegui me separar de ian e Sofia. E a partir desse momento não vai ter como continuar a resenha sem dar um belo de um SPOILER, então atenção:

ALERTA DE SPOILER!!!!


Sofia está de volta ao século dezenove e mais que animada para começar a viver o seu final feliz ao lado de Ian Clarke. No entanto, em meio à loucura dos preparativos para o casamento, ela percebe que se tornar a sra. Clarke não vai ser tão simples quanto imaginava. 

As confusões encontram a garota antes mesmo de ela chegar ao altar — e uma tia intrometida que quer atrapalhar o relacionamento é apenas uma delas. Além disso, coisas estranhas estão acontecendo na vila. Ian parece estar enfrentando alguns problemas que prefere não dividir com a noiva.
Decidida, Sofia fará o que estiver ao seu alcance para ajudar o homem que ama. Ela não está disposta a permitir que nada nem ninguém atrapalhe seu futuro. Porém suas ações podem pôr tudo a perder, e Sofia descobre que a única pessoa capaz de destruir seu felizes para sempre é ela própria.
Em Encontrada: À espera do felizes para sempre, Carina Rissi traz de volta o mundo apaixonante de Ian e Sofia, nos permitindo mergulhar mais uma vez nesta maluca e envolvente história de amor.

"Foi como se meu coração só tivesse voltado a bater quando a vi novamente."


Em "Encontrada", Sofia é uma noiva às portas de seu casamento, indignada com o dinheiro que seu noivo gasta com ela. Ela está se adaptando melhor ao século dezenove, apesar de ainda gerar algumas confusões com coisas que ela não consegue aceitar, como por exemplo, ser uma mulher totalmente dependente do marido. E por esse motivo, ela se mete numa confusão sem tamanho que pode jogar seu casamento ladeira abaixo.

"Escolher Ian foi simples, natural como respirar. Não dava para viver com o coração batendo fora do peito e morando em outro século. Não havia ninguém que me conhecesse tão bem quanto ele."

Na expectativa do casamento, o casal feliz se vê às voltas com a visita da tia de Ian - uma espécie de Catherine de Bourgh, nas palavras da própria Sofia - que não se conforma com o casamento impróprio do sobrinho e tenta fazer de tudo para atrapalhar essa união. Além disso, essa tia ainda tem em mente casar a sobrinha Elisa com seu filho, Tomas. Coisa que Sofia, sabendo quem é o verdadeiro príncipe encantado de Elisa, não pretende permitir de jeito nenhum.

"Imagine uma Lady Catherine de Bourgh, só que cheia de pelancas e duas vezes mais venenosa. Pois é."

Quando Sofia acha que finalmente tudo está em seu lugar e ela vai poder ser feliz para sempre ao lado do amor de sua vida, essas coisas aparecem para bagunçar tudo outra vez. A lua de mel que ela tanto sonhou é adiada por Ian, que age estranhamente e se mostra ainda mais protetor do que antes para com ela.

"Mas entenda, meu amor, eu quero lhe dar o mundo, no entanto... - ele exalou pesadamente. - No entanto, agora não posso arriscar..."

Sofia ainda tem que começar a aprender a se comportar como uma dama, uma vez que vai passar a ser a Sra. Clarke e vai ter comparecer a eventos sociais e receber convidados em casa; tem que lidar com a tia maluca do marido que não a aprova e faz de tudo para que o sobrinho note o quanto fez a escolha errada; tem que lidar com um abusado que fica dando em cima dela; aprender a controlar seus desejos de se atirar em Ian em todos os momentos, principalmente para se mostrar uma mulher que o padre possa considerar decente.

"-Como é que é? - A Jane Austen nunca mencionou uma cabine de banho. Continuei ouvindo horrorizada Ian e Elisa explicarem mais sobre ela. Ao que parecia, ninguém deveria ver uma mulher em traje de banho, de modo que a cabine a transportava até a água e depois a trazia de volta, e a dama só voltava à areia fofa depois de ter trocado as roupas molhadas pelas secas."

É muita coisa para lidar e Sofia parece quase surtar nesse livro. Fora o fato de não aceitar ser sustentada pelo marido, o que faz com que ela tenha que esconder um segredo que pode colocar tudo a perder. Um prato cheio para a titia querida que "só quer proteger seus sobrinhos de terem o nome jogado na lama".

"Você é tudo o que eu desejo, Ian. E eu também odeio brigar com você. Mas acho que você tem razão. Tenho dificuldade em compreender o jeito de pensar deste século"

Some a isso mais cenas hilárias e um mistério que vem assolando as jovens recém casadas e você tem o fechamento perfeito dessa história encantadora que começou lá em "Perdida".
Depois de tudo isso, estou pensando seriamente em comprar um novo celular...

É isso por hoje, pessoal! espero que tenham gostado e até a próxima!


23 de novembro de 2014

E sobrou só uma - Resenha de "A Escolha", de Kiera Cass




Título: A Escolha (The One)
Autor: Kiera Cass
Tradução: Cristian Clemente
Editora: Seguinte
354 páginas

Sinopse:
A Seleção mudou a vida de trinta e cinco meninas para sempre. E agora, chegou a hora de uma ser 
escolhida. America nunca sonhou que iria encontrar-se em qualquer lugar perto da coroa ou do coração do Príncipe Maxon. Mas à medida que a competição se aproxima de seu final e as ameaças de fora das paredes do palácio se tornam mais perigosas, América percebe o quanto ela tem a perder e quanto ela terá que lutar para o futuro que ela quer. Desde a primeira página da seleção, este best-seller #1 do New York Times capturou os corações dos leitores e os levou em uma viagem cativante ... Agora, em A Escolha, Kiera Cass oferece uma conclusão satisfatória e inesquecível, que vai manter os leitores suspirando sobre este eletrizante conto de fadas muito depois da última página é virada.

Bom, cheguei ao final tão esperado e a sensação é: cadê os filmes desses livros, minha gente???

Por mais previsível que este tipo de história seja, eu amo. Não consigo dar uma opinião imparcial sobre isso. E se eu achava que meu coração finalmente ia se acalmar de toda a emoção de "A Elite", me enganei.

"A Escolha" nos traz enfim o desfecho dessa linda história de amor. Mas como eu disse, nada de pacífico e fofo. America e Maxon continuam teimosos e brigões e fazem a gente ficar com raiva deles.Principalmente dela, que erra e erra e parece que não aprende. Fica guardando o segredo sobre Aspen até o último momento, e o leitor - no caso, a gente - fica só pensando que hora que isso vai interferir e fazer tudo dar erado.

"Se você me quer tanto quanto diz, por que isso aqui ainda não acabou?"

Os conflitos dentro do coração dela continuam. Ela sabe oque sente por Maxon, mas em meio a ter que dividi-lo com as outras garotas, ela não consegue ter certeza dos sentimentos dele e fica se consolando com o fato de ainda ter Aspen caso tudo dê errado e ela não seja a escolhida. Fica ali, guardando ele como um plano B, para que no caso de voltar pra casa, ele esteja lá, pronto para fazer parte de sua vida novamente. E fica nesse joguinho de incerteza, mesmo quando um deles vai tomando conta de um pedaço cada vez maior de seu coração.

'Há dias em que tenho certeza e outros em que não tenho ideia. Hoje não é um bom dia. Ontem também não foi. Nem anteontem, na verdade."

No meio de tudo isso, os rebeldes nortistas e sulistas ficam cada vez mais difíceis de conter, até que os nortistas revelam o que desejam e se oferecem para lutar a favor do reino. O rei fica cada vez mais desgostoso com a ascensão de America, que por se posicionar firme contra ideias retrógradas e leis ultrapassadas, acaba se tornando a preferida do público, e fazendo com que ele pareça estar errado.

"Não desejar a coroa talvez a torne a melhor pessoa para usá-la."

Não sei como escrever muito mais sem dar spoilers, mas só posso acrescentar que adorei a trilogia. Por mais que uns e outros por aí digam que é clichê - menina pobre que se apaixona pelo menino rico, mas que já tinha outro menino na parada, triângulo amoroso misturado com distopia e conto de fadas , etc etc - e até é clichê com um final previsível, ma isso não faz do livro ruim. 

"Você vale a pena. Acho que não tem noção disso. Para mim, você vale a pena."

As brigas entre os dois, os momentos em que eles discordam nos fazem titubear e achar que vai dar tudo errado e que todo final feliz vai por água abaixo. Muitas surpresas aparecem, inclusive entre as concorrentes, algumas reações impulsivas de Maxon também nos fazem perceber que ele às vezes não é tão maduro quanto deveria ser. Aspen é o personagem que para mim, mais amadureceu durante os três livros. Dá vontade de ficar com ele, de tão fofo que ele é.

"Sempre vou te amar. Esperarei por você para sempre. 
Estou do seu lado, aconteça o que acontecer."

O único porém é que nos livros anteriores, Kiera acrescentou informação demais. deu um destaque grande até para os rebeldes e seus conflitos e reivindicações, que neste livro, não coube, porque ela tinha que terminar também a história de amor do príncipe. Então a resolução da história dos rebeldes, para mim, ficou muito vaga. A coisa toda é resolvida muito rapidamente e a gente fica de fora. Quando vê, já passou. A impressão que eu tive com o final do livro em geral,  é que ela foi escrevendo e escrevendo e se empolgando e aí ela percebeu que tinha que acabar o livro e puf! acabou.

"Quero você aqui. Não paro de pensar no seu sorriso e de me preocupar com a ideia de nunca mais vê-lo."


Mas só isso. Achei que ela podia ter acrescentado umas pagininhas para desenvolver melhor o final dos rebeldes e o final da seleção.
Mas no geral, adorei. Li o primeiro e o segundo livro em dois dias cada um e o terceiro peguei de manhã e fui até a noite do sábado sem parar porque não conseguia. E terminei. 
Indico. É uma leitura fácil, muito fluida e nos faz viajar num mundo de fantasia que é ou pelo menos já foi o sonho de 99% das garotas (principalmente eu! haha).
E por enquanto é só!
Até a próxima!

21 de novembro de 2014

Avassalador! - Resenha de "A Elite", de Kiera Cass


Título: A Elite (The Elite)
Autor: Kiera Cass
Tradução: Cristian Clemente
Editora: Seguinte
354 páginas

Sinopse:
A Seleção começou com 35 garotas. Agora restam apenas seis, e a competição para ganhar o coração do príncipe Maxon está acirrada como nunca. Só uma se casará com o príncipe Maxon e será coroada princesa de Illéa. Quanto mais America se aproxima da coroa, mais se sente confusa. Os momentos que passa com Maxon parecem um conto de fadas. Quando ela está com Maxon, é arrebatada por esse novo romance de tirar o fôlego, e não consegue se imaginar com mais ninguém. Mas sempre que vê seu ex-namorado Aspen no palácio, trabalhando como guarda e se esforçando para protegê-la, ela sente que é nele que está o seu conforto, dominada pelas memórias da vida que eles planejavam ter juntos. America precisa de mais tempo. Mas, enquanto ela está às voltas com o seu futuro, perdida em sua indecisão, o resto da Elite sabe exatamente o que quer — e ela está prestes a perder sua chance de escolher. E justo quando America tem certeza de que fez sua escolha, uma perda devastadora faz com que suas dúvidas retornem. E enquanto ela está se esforçando para decidir seu futuro, rebeldes violentos, determinados a derrubar a monarquia, estão se fortalecendo — e seus planos podem destruir as chances de qualquer final feliz.


Avassalador! Esse livro é avassalador! Por quê? Porque ele estilhaça o coração da gente em um monte de caquinhos minúsculos e irrecuperáveis e ainda manda uma manada de gnus furiosos passar por cima. Aquela manada que matou o Rei Leão.
Kiera estava afim de arrebentar - e conseguiu.

"Ele jogou os braços em torno da minha cintura e me olhou nos olhos; - seu olhar brilhava de alegria. Como essa pessoa - que eu tinha imaginado ser meu extremo oposto - sempre descobria as coisas que mais me alegravam?"

O segundo livro traz pra gente os novos rumos na história de America Singer. A guerra  está cada vez mais próxima e os rebeldes cada vez mais audaciosos. Ao mesmo tempo, seu coração continua em guerra: a certeza e o conforto de uma mor já conhecido com Aspen ou as dúvidas, receios e mistérios do amor recém descoberto com Maxon? E com essas duas guerras em curso no livro, o soldado que sai mais ferido do campo de batalha, é o nosso coração de leitor.
É tanto conflito, é tanto segredo, tanta coisa inesperada que a gente tem vontade de gritar, sair correndo e jogar o livro pela janela. América e Maxon duelam o tempo todo e são tão teimosos que chega a dar vontade de bater nos dois. Em inúmeros trechos fiquei tão estupefata que tive que parar para respirar, ler de novo e me pegar brigando com eles mentalmente: "Mas menina? Por que você fez isso?" ou "Não! Você só pode estar ficando louco!"

"- Às vezes acho que somos um nó complicado demais de desfazer.
 - É verdade - concordei.- Muito de mim está atado em você. Me sinto meio perdida sem você."'


Me senti estilhaçada, destruída, atropelada - por aquela manda de gnus do começo - e enfim, não tenho palavras para descrever meu estado de choque após a leitura deste livro. Para vocês terem uma ideia, comecei a ler este livro ontem a tarde, soltei ele umas duas vezes e agora são praticamente 3 da manhã e eis-me aqui, escrevendo a resenha dele imediatamente após acabar de lê-lo.

"Eu preferiria muito mais estar em seus braços, mas você mal tem falado comigo..."


Estou em frangalhos. Fantástico, é tudo o que eu tenho para dizer. Se era emoção o que Kiera queria passar nesse livro, posso dizer certamente que ela conseguiu. Esse está a milhas de distância da monotonia.
Bom, como eu não sou um E.T e preciso dormir, vou parar por aqui. Amanhã (ou melhor, hoje) chega um novo dia e um novo livro me espera: "A Escolha". 

"Será tão ruim assim que eu deseje quinze minutos sem preocupações na vida? Para me sentir bem? Para fingir um pouquinho que alguém me ama? Você pode me julgar se quiser, mas não posso pedir desculpas por querer algo normal na vida."


Fico por aqui!
Até a Próxima!

19 de novembro de 2014

Sobre o livro "Faça amor, não faça jogo", de Ique Carvalho



Encanto à primeira lida, vocês já ouviram falar nisso? Ou melhor, já se viram envolvidos em algo assim? Pois é, foi exatamente o que aconteceu comigo quando, através da página Brasileiríssimos no facebook, eu descobri o blog The Love Code. De 18 de outubro pra cá eu favoritei o blog, segui a página no facebook, o perfil no instagram, curti todos os textos e, claro, comprei o livro! ..haha... A Ju e outros amigos já sabem que quando eu gosto, gosto mesmo, mas, gente, em relação ao livro do Ique não tem como ser diferente. É impossível você não se encantar com os textos que ele escreve no blog e, mais, duvido que conhecendo-os, você não queira ter um exemplar do livro na sua casa também. Tá, Malu, mas o que esse livro tem de diferente afinal? Posso dizer que o que me chamou a atenção logo de cara foi a simplicidade com que Ique discorre sobre os sentimentos, os relacionamentos, o amor de uma forma geral. Poucos autores da vida real - porque "Faça amor, não faça jogo" é um livro que nos faz conhecer a vida real do Ique - falam com tanta sensibilidade, com tanta verdade sobre medos, sonhos, amizade, ilusões e amores. Poucos cronistas conseguem dialogar com a gente através dos seus escritos.  E foi exatamente essa a sensação que tive durante o tempo em que li esse livro: a de que Ique estava ao meu lado, confidenciando seus sentimentos e, ao mesmo tempo, ouvindo os meus segredos mais profundos. A cada texto lido a intimidade só crescia e, ao final, o sentimento que ficou em mim foi de amizade, sabe? Por tudo o que li nos textos de Ique, ele e o seu pai passaram a ser duas pessoas para as quais eu vou desejar sempre as melhores realizações. Em uma época em que a verdade é como uma moeda falsa e sem valor, em um mundo onde o amor é visto como uma coisa de gente sonhadora e piegas, é simplesmente o máximo você perceber através de um livro que alguém vive tudo isso de uma forma quase plena. Inspiradora. Parabéns ao Ique e ao "seu" Juarez. Saúde e sucesso para vocês, porque amor, os dois já tem de sobra! 

Para finalizar esse post (que não se trata de uma resenha) eu tomei a liberdade de escolher um texto do livro para dividir com vocês. Foi tão difícil fazer essa escolha, mas no fim, esse ganhou o meu coração. Espero que vocês gostem como eu gostei. E, bom, depois de toda a minha empolgação, eu não preciso dizer que recomendo demais esse livro, preciso? Beijos, gente! Até a próxima!

Então, é isso.

Quando tinha 13 anos,
pedi pra Júlia, dizer pra Ana Carolina,
que eu gostava dela.
Fiquei atrás da porta para escutar.
Julia:
“O Ique gosta de você Aninha.”
Ana Carolina respondeu:
“Ele é feio. Não gosto dele.”
Afastei da porta.
Voltei pra casa chorando.
Peguei um papel e escrevi:
“O que é amor?”
Fiquei 20 minutos olhando para o papel.
Dobrei e guardei.

Se me permitem, depois de 20 anos, gostaria de continuar o texto.

Hoje quando cheguei em casa,
vi minha mãe no quarto dos fundos, chorando.
Corri para abraça-la.
Ela chorando, disse:
“Sinto falta do seu pai”
Respondi:
“Eu também mãe.”
Ela:
“Sinto falta do cheiro dele,
do abraço,
do beijo.”
Seguro o choro, e aperto mais forte o abraço.
Ela:
“Sinto falta das viagens juntos,
do ciúme dele,
de como ele segurava a minha mão para atravessar a rua.”
Sinto falta dele abrir a porta do carro pra mim,
de trazer flores toda sexta feira,
do beijo de boa noite.”
Olho pra cima, respiro e seguro o choro.
Ela continua:
“Sinto falta da voz dele,
do som da risada,
da mão dele pelo meu corpo.”
Começo a chorar e falo:
“Mãe! Filho presente!”
Ela chorando, dá um sorriso e diz:
“Seu pai era ótimo na cama!”
Enxugando as lágrimas respondo:
“CARALHO MÃE!”
Ela sorrindo diz:
“Sinto falta dele me chamar de “ENE!”,
de dançar,
do beijo de bom dia,
do sexo pela manhã.”
Dei um beijo nela e disse:
“Tudo vai ficar bem.”
Ela sorriu e foi se deitar.
Vou até o quarto do meu pai.
Conto o que minha mãe disse.
Ele começa a chorar.
Pega o ipad e escreve:

“Amanhã, compre rosas vermelhas. Não deixe sua mãe ver.” 

No outro dia, a noite.
Entro no quarto do meu pai.
Ele escreveu:

“Chame sua mãe.”

Ela entrou no quarto.
Ele começou a escrever.
Quando terminou, me entregou o ipad.
Estava escrito:

“Coloque a música dos Beatles: Yesterday. E entregue as rosas.”

Coloquei a música.
Entreguei as rosas.
Minha mãe começou a chorar.
Continuei a ler:

“Há 35 anos atrás,
coloquei a sua música favorita e lhe pedi em casamento.
Foram os 35 anos mais felizes da minha vida.
Não quero que acabe.
Por isso luto todos os dias para viver.
Só para ter mais um dia ao seu lado.
Para ter o seu beijo de bom dia.
Sentir o seu cheiro.
Seu abraço.
Sentir o seu corpo encostando no meu.
Escutar a sua voz, suave.
Não posso falar,
mas posso sentir,
que você é o amor da minha vida.
Agora…
Pegue a mão da sua mãe,
e a chame para dançar.”

Entreguei o ipad pra ele.
Peguei a mão da minha mãe.
Começamos a dançar.
Ele passou a música sorrindo.
Quando terminamos.
Minha mãe pegou o ipad, estava escrito:

“A única razão, de ainda estar vivo, é você.”

Os dois se olharam,
e as lágrimas escorriam na mesma velocidade.
Naquele momento, descobri.
Quando o olhar,

for mais forte que tocar,

é Amor.

Ique Carvalho

18 de novembro de 2014

Por que amamos tanto o Sr. Darcy?



Gente, todo mundo que passa por aqui já sabe que eu e Malu somos ardentemente apaixonadas por Fitzwilliam Darcy, par romântico de Elizabeth Bennet (ô mulher sortuda!), do livro "Orgulho e Preconceito" , de Jane Austen.
Mas a verdade é que quando perguntam para gente porque que a gente ama tanto esse homem, a gente não sabe responder...
Ele é arrogante, se acha superior, é esnobe, mas mesmo assim a gente ama. E por que?
Foi exatamente isso que a Carina Rissi tentou explicar em um texto brilhantemente escrito lá no blog da Editora Verus. Eis alguns trechinhos:



"Quer dizer, “tolerável”, Darcy? Sério? Existem muitas coisas que uma garota quer ouvir de um cara. “Seu cabelo é lindo.” “A cor dos seus olhos é única.” “Seu rosto não me sai da cabeça.” “Você é tolerável” não é uma delas!"



"Ele não é de todo ruim. O cara manda bem na escrita. Ele escreve cartas como ninguém. E quanto a Pemberley? Ora, vamos ser francas, ninguém sonha com um príncipe encantado cheio de perrengues financeiros. Já temos nossa cota de pobreza, muito obrigada. Não há necessidade de esnobar um cara só porque a situação financeira dele é melhor que a sua."

Por aí já dá para perceber que o texto é muito legal, não?
Então aproveita e confere o texto completo aqui.

E aproveitando que estou falando da Carina Rissi, queria dizer que acabei de ler "Perdida", já estou na metade de "Encontrada" e logo, logo, vou fazer uma resenha dupla dizendo porque amei esses dois livros. (Não preciso ler o segundo inteiro para saber que vou amar, porque o primeiro é tão apaixonante que o segundo só pode ser mais incrível ainda). 
Aliás, mandei um email para ela e ela foi super fofa ao me responder! Adorei!

É isso por enquanto. Espero que se divirtam com o texto! ;)



Até a próxima!

17 de novembro de 2014

Conto de fadas, distopia e reallity show - Resenha de "A Seleção", de Kiera Cass




Título: A Seleção (The Selection)
Autor: Kiera Cass
Tradução: Cristian Clemente
Editora: Seguinte
361 páginas

Sinopse: 
Para trinta e cinco garotas, a “Seleção” é a chance de uma vida. Num futuro em que os Estados Unidos deram lugar ao Estado Americano da China e mais recentemente a Illéa, um país jovem com uma sociedade dividida em castas, a competição que reúne moças de dezesseis e vinte anos de todas as partes para decidir quem se casará com o príncipe é a oportunidade de escapar de uma realidade imposta a elas ainda no berço. É a chance de ser alçada de um mundo de possibilidades reduzidas para um mundo de vestidos deslumbrantes e joias valiosas. De morar em um palácio, conquistar o coração do belo príncipe Maxon e um dia ser a rainha. Para America Singer, no entanto, uma artista da casta Cinco, estar entre as Selecionadas é um pesadelo. Significa deixar para trás Aspen, o rapaz que realmente ama e que está uma casta abaixo dela. Significa abandonar sua família e seu lar para entrar em uma disputa ferrenha por uma coroa que ela não quer. E viver em um palácio sob a ameaça constante de ataques rebeldes. Então America conhece pessoalmente o príncipe. Bondoso, educado, engraçado e muito, muito charmoso, Maxon não é nada do que se poderia esperar. Eles formam uma aliança, e, aos poucos, America começa a refletir sobre tudo o que tinha planejado para si mesma — e percebe que a vida com que sempre sonhou talvez não seja nada comparada ao futuro que ela nunca tinha ousado imaginar.

"Não queria ser da realeza. Não queria ser Um. Não queria nem tentar."

Gente, a pergunta que não quer calar é: por que este livro ainda não virou filme?
Eu demorei muito para ler este livro. Mas agora que li, quero urgentemente pegar o restante da saga e terminar de ler. Em uma palavra: é lindo!
O ivro é narrado em primeira pessoa, através do ponto de vista de América. A primeira impressão que ela passa é de uma jovem batalhadora, que sonha em uma vida melhor para a família e em juntar dinheiro para poder se casar e viver sua própria vida com Aspen, o garoto da casta 6 com quem ela namora escondido há cerca de dois anos. Escondido porque na nova divisão em que se encontra o país, as leis são severas: as pessoas tem de obedecer a um toque de recolher depois de determinado horário; é uma vergonha que uma jovem se case com um rapaz que esteja abaixo de sua casta; quem perder a virgindade antes do casamento é punido. Desta foma, os dois se encontram escondidos e América sente que ali, nos braços de Aspen ela encontra tudo o que precisa ter.

"Pela minha experiência, posso dizer que o amor verdadeiro
 é sempre o mais inconveniente"

Um dia a carta do palácio chega em sua casa e ela é convidada para participar da "Seleção". Uma espécie de reality show - parecido com o "The Bachelor" - onde o príncipe seleciona 35 candidatas que vão concorrer ao seu coração - ou á coroa, no caso. Essa é uma regra do país: a nova princesa deve vir do povo, ou seja, ser escolhida entre as plebeias. America acha um absurdo participar e de cara diz que vai recusar, mesmo sob os protestos de sua mãe. E numa conversa com Aspen, ela se surpreende quando ele insiste que ela participe, pois dessa forma ela poderia alcançar meios de melhorar de vida, mesmo que no final, não fosse a escolhida do príncipe.

"… espero que encontre uma pessoa sem a qual não possa viver. Espero muito. E desejo que nunca precise saber como é tentar viver sem ela.”

E dessa forma maluca, ela decide entrar no jogo, com a certea absoluta de que nunca vai chegar tão longe. Mas aí... Nada é do jeito que a gente quer, e America aprende isso.
Magoada com Aspe por causa de uma briga pouco antes de ser anunciada como uma das selecionada, America entra no palácio disposta a esquecer que ele existe, mas ainda no firme propósito de não ter a menor chance contra tantas garotas tão mais bonitas do que ela. Com a ideia de que o príncipe não passa de um mauricinho metido e esnobe, ela vê todo seu "pré-conceito" ruir, quando se torna mais próxima dele.

"Penso que é só uma questão de tempo até destruírem alguém importante para mim."

E assim, Maxon e America constroem aos poucos uma amizade. Ele promete mantê-la no jogo durante o maior tempo possível e ela promete ajudá-lo a escolher a princesa perfeita. E tudo parece dar certo. E eu vou parar por aqui antes que conte o livro todo. haha

"Aqui não é o melhor lugar para você lutar por mim."

É que a história é tão bonitinha que dá vontade de falar dela por horas e horas. A autora conseguiu unir distopia a Contos de Fadas e escreveu uma história fantástica, que prende a gente. O romance é muito fofo - por falta de uma palavra melhor, fazendo com que a gente consiga sentir a mesma confusão que America sente.
Claro que todo romance tem uma vilã e esse não podia ser diferente. Celeste, uma das selecionadas, é daquelas que está disposta a tudo para por as mãos na coroa e faz a gente torcer pra ela rolar da escada e se arrebentar. Chaaaaaataaaa!

"Você sabe que eu não vou desistir, não sabe?"

Eu li o livro de um dia pro outro. A leitura é muito fácil, rápida, prende. A letra também é grandinha, o que ajuda bastante. A capa do livro é maravilhosa! Quantas vezes eu entrei na livraria só para paquerar a trilogia, que aliás, não é mais uma trilogia, pois o quarto livro já saiu e ao que tudo indica, vem um quinto por aí! Isso que dá escrever coisa boa. É tão bom que nem o leitor e nem o autor conseguem se despedir dos personagens.

"- Você está bem? Parece tensa - comentou Maxon.
 - Você fica nervoso com choro de mulher, e eu com caminhadas ao 
lado de príncipes - disse, dando de ombros."

Aliás, cada personagem desse livro - menos a Celeste - tem uma característica que faz a gente gostar dele. É difícil, como eu já disse, saber de que lado ficar, para quem torcer.
E claro, como em toda série, este primeiro livro acaba com um gosto enorme de quero mais. Tanto que eu estou considerando seriamente sair daqui agora e caminhar algumas milhas até a casa da minha amiga para buscar o segundo e o terceiro... Gabiii, tô chegando!

"... se você não quiser que eu me apaixone, não pode ficar assim tão linda..."

Enfim, recomendo. Para quem pensa que por ser uma distopia vai ter coisas muito loucas, pode ler sem medo que não tem. É óbvio que mostra o mundo numa realidade totalmente diferente, mas nada que possa ser considerado muito fora do normal.
Leiam, porque vale a pena!
por enquanto é só e até a próxima!
Já já as resenhas do segundo e do terceiro pintam por aqui!
Bjoss

13 de novembro de 2014

O Amor Nasce aos Poucos - Resenha de "Ligeiramente Casados", de Mary Balogh




Título: Ligeiramente Casados
Autor: Mary Balogh
Tradução: Ana Rodrigues
Editora: Arqueiro
288 páginas

Sinopse:

 À beira da morte, o capitão Percival Morris fez um último pedido a seu oficial superior: que ele levasse a notícia de seu falecimento a sua irmã e que a protegesse Custe o que custar!. Quando o honrado coronel lorde Aidan Bedwyn chega ao Solar Ringwood para cumprir sua promessa, encontra uma propriedade próspera, administrada por Eve, uma jovem generosa e independente que não quer a proteção de homem nenhum. Porém Aidan descobre que, por causa da morte prematura do irmão, Eve perderá sua fortuna e será despejada, junto com todas as pessoas que dependem dela… a menos que cumpra uma condição deixada no testamento do pai: casar-se antes do primeiro aniversário da morte dele o que acontecerá em quatro dias. Fiel à sua promessa, o lorde propõe um casamento de conveniência para que a jovem mantenha sua herança. Após a cerimônia, ela poderá voltar para sua vida no campo e ele, para sua carreira militar. Só que o duque de Bewcastle, irmão mais velho do coronel, descobre que Aidan se casou e exige que a nova Bedwyn seja devidamente apresentada à rainha. Então os poucos dias em que ficariam juntos se transformam em semanas, até que eles começam a imaginar como seria não estarem apenas ligeiramente casados… Neste primeiro livro da série Os Bedwyns, Mary Balogh nos apresenta à família que conhece o luxo e o poder tão bem quanto a paixão e a ousadia. São três irmãos e três irmãs que, em busca do amor, beiram o escândalo e seduzem a cada página.


Não é segredo para ninguém que eu, como fã de Jane Austen que sou, amo romances de época. E depois de tanto ver falar sobre esse livro, resolvi dar uma chance a Mary Balogh e ver o que "Ligeiramente Casados" tinha para me oferecer.
Já adianto que quem estiver afim de encontrar uma história original, não vai encontrá-la aqui. O livro é aquele típico romance clichê que começa na aversão e termina no amor - e eu A-DO-RO! haha

Eve não é aquela típica mocinha de época, frágil e que precisa de amparo, ou da presença de um homem para se segurar. De fato, ela cuidou sozinha da propriedade da família após a morte de seu pai, recolheu "debaixo de suas asas" todas as pessoas para quem ninguém jamais deu nenhuma chance, e se tornou conhecida por sua bondade. e é isso que ela deixa bem claro quando Aidan aparece querendo oferecer sua "proteção".

Diante das circunstâncias, os dois acabam sendo obrigados a se casar, porém mantendo um acordo de casamento de conveniência, de modo que Eve não perdesse a casa e Aidan pudesse cumprir sua promessa.

Seu acordo logo dá errado quando os acontecimentos e o dever acabam empurrando os dois para festas e aparições públicas, tornando impossível para eles, viverem um casamento de mentira.
Nesse meio tempo surge um certo interesse daqui, um ciuminho de lá, a atração e aí é inevitável. , As cenas de amor, para mim. ficaram meio mornas, ou rápidas demais, mas nada que atrapalhe a história de amor dos dois.

Eu gostei do livro, mas é aquilo que já disse: mais do mesmo. A narrativa não tem nada que faça desse livro um destaque e nem de seus personagens inesquecíveis, o que não quer dizer que o livro é ruim.

Eu gosto de livrinho clichê com finalzinho feliz. Sou uma boba, romântica, incorrigível. Apenas digo como crítica imparcial, que a história não tem nada de mais. É um livro legal, que dá para se distrair. Uma narrariva suave e envolvente. Não tem nada de difícil, nem de muito elaborado, o que proporciona uma leitura rápida - tanto que li um pouco à tarde e terminei à noite.

Mesmo assim, pretendo ler a continuação da série, que vai contar a história dos outros Bedwins, os irmãos de Aidan.

Por enquanto é só.
Até a próxima!

12 de novembro de 2014

Não dá nem para piscar! - Resenha de "Liberta-me", de Tahereh Mafi

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Título: Liberta-me (Unravel Me)
Autor: Tahereh Mafi
Tradução: Bárbara Menezes
Editora: Novo Conceito
444 páginas

Sinopse:  Liberta-me é o segundo livro da trilogia de Tahereh Mafi. Se no primeiro,Estilhaça-me, importava garantir a sobrevivência e fugir das atrocidades do Restabelecimento, em Liberta-me é possível sentir toda a sensibilidade e tristeza que emanam do coração da heroína, Juliette. Abandonada à própria sorte, impossibilitada de tocar qualquer ser humano, Juliette vai procurar entender os movimentos de seu coração, a maneira como seus sentimentos se confundem e até onde ela pode realmente ir para ter o controle de sua própria vida. Uma metáfora para a vida de jovens de todas as idades que também enfrentam uma espécie de distopia moderna, em que dúvidas e medos caminham lado a lado com a esperança, o desejo e o amor. A bela escrita de Tahereh Mafi está de volta ainda mais vigorosa e extasiante. 

Quando li "Estilhaça-me", eu não esperava muita coisa. Tinha receio de encontrar mais um clichê, de história adolescente de amor impossível, porém, por algum motivo, o livro me conquistou. Sendo assim, alternando entre uma leitura e outra, cheguei ao segundo volume.

"Liberta-me" nos mostra a nova perspectiva da vida de Juliette. Ela agora tem um novo lugar para viver, um lugar onde descobre que possui não uma maldição, como ela achava que possuía, mas um dom; e descobre que não é a única capaz de fazer coisas diferentes.
Juliette e Adam agora vivem no Ponto Ômega, um tipo de refúgio, onde pessoas com dons especiais se preparam para o dia em que for inevitável enfrentar o Restabelecimento.

O livro me prendeu totalmente. é muito mais emocionante do que o segundo, repleto de cenas de ação e fortes emoções, que deixam a gente cada vez mais curioso para saber o que vem a seguir. A narrativa segue aquele clima de próximo capítulo da novela, e posso garantir, que o segundo volume acaba com tanta expectativa quanto o primeiro.

Nesse livro, Juliette passa a descobrir mais sobre si mesma. Passa a treinar sua habilidade, de modo que possa aprender a controlá-la, para evitar os danos terríveis que pode causar. Nesse meio tempo, seu relacionamento com Adam se torna mais intenso, e assim eles acabam descobrindo algo que pode abalar as estruturas desse amor. Os dois acabam ficando mais distantes, o que me deixou com certa raiva, já que no primeiro livro a gente fica tão feliz de ela poder finalmente ter alguém e no segundo, tudo começar a dar errado. Irrita. 

É dessa forma que Warner aparece e ganha o destaque, formando um triângulo amoroso que no primeiro livro apareceu nas entrelinhas. Warner também pode tocar em Juliette, e isso intensifica as relação entre os dois, principalmente quando Warner é capturado como refém e tem a chance de ficar mais próximo de seu objeto de desejo. E tem mais, nesse segundo volume, a autora nos mostra as emoções conflitantes de Juliette, um lado de Warner que a gente não conhecia, segredos do passado que ligam as histórias de personagens que a gente nem imaginava... Enfim, é um vendaval atrás do outro, uma reviravolta atrás da outra e a gente acaba ficando no meio dos conflitos de Juliette sem ter mais noção do que é certo e do que é errado.

Isso sem contar algumas frases, que se encaixaram perfeitamente nas nossas eleições deste ano! #Medo

O que mais posso dizer? Me surpreendi novamente.

E é no clima de próximo capítulo que vou aqui me recompor, alternar algumas leituras e depois me entregar ao último volume da trilogia e ver qual o destino que a autora vai dar para Juliette. Vamos ver de que forma ela resolveu arrumar essa bagunça! 

Por hoje é só! 
Até a próxima!