27 de outubro de 2014

Resenha: "A verdade sobre nós" - Amanda Grace

Imagem: Google

Sinopse: Madelyn Hawkins está cansada. Cansada de ser sempre perfeita. Cansada de tirar A em tudo. Cansada de seguir à risca os planos que os pais fizeram para ela. Madelyn Hawkins está cansada de ser algo que não é, algo que não quer ser. E então ela conhece Bennet Cartwright. Inteligente, sensível, engraçado. A seu lado, ela se sente livre e independente. Uma história que poderia muito bem ter um final feliz, não fosse por um detalhe: Maddie tem apenas 16 anos, e Bennet, além de ter 25 anos, é seu professor. Pressionada pelos pais a participar de um programa para jovens talentos, Maddie pula dois anos do Ensino Médio e vai direto para a faculdade, onde conhece e se apaixona pelo professor de biologia. O sentimento é recíproco, e para dar uma chance àquele novo relacionamento que lhe faz tão bem, ela decide não contar para Bennet sua idade. Não demora muito para que as coisas comecem a dar errado, e as consequências da farsa de Maddie ganham contornos devastadores quando a verdade vem à tona.



Por causa desse livro meu dia ontem foi intenso e cheio de emoções, por isso, depois  da rotina de sempre, a primeira coisa que fiz hoje depois de acordar  foi ligar o computador. Em seguida selecionei "Back to december"* e, deixando a voz de Taylor invadir o meu quarto, abri essa página em branco para tentar falar sobre esse romance, mais um, que dentre tantos que li esse ano, mexeu de verdade comigo. Antes de começar a discorrer sobre ele, porém, quero registrar aqui um obrigada grandão a você, Raimundo, que por meio do Legeris Oculis me fez descobrir essa linda história. Valeeeuuuu! <3

Sim, "A verdade sobre nós" foi uma descoberta pra mim. Até ver a coluna "Li até a página 100..." no LO, o post em que Raimundo fala sobre as primeiras impressões que teve do livro, eu ainda não tinha ouvido ou lido nada a respeito dele. Mas, graças a Deus, o sol brilha para todo mundo, né? Então foi naquele dia que chegou a minha vez de conhecer a história de Madelyn e Bennet. No post do nosso mais assíduo leitor, a capa do livro de cara me chamou a atenção, mas, tenho de confessar, todavia, que foi a sinopse que me ganhou de fato. Bom, para resumir a história, acabei baixando o pdf no celular ontem, e ontem mesmo li todo o livro. 

Vamos às minhas impressões, então?
Imagem: Google
O livro é escrito em forma de cartas.  E é através destas que a própria Madelyn vai nos permitindo conhecer não só ela mesma e a forma como ela se sente, mas também os seus pais, o modo como eles a tratam, o jeito dela lidar com eles e, principalmente, Bennet, o seu professor de biologia. Bom, como a própria sinopse do livro já diz, e é nesse fato que está toda a trama do romance, Madelyn entra para a faculdade antes mesmo de terminar o ensino médio. E o que ela revela a cada página é que esse acontecimento, assim como muitos outros da sua vida, foram na verdade o resultado da vontade e das expectativas dos seus pais. Ela, como a filha perfeita que sempre foi, desempenhava a risca esse papel, até descobrir a liberdade e a nova realidade que a faculdade lhe abriria. Um parêntese aqui: como eu me identifiquei com ela e com a sua sede de liberdade.... 
"...a questão é que, em algum momento da vida, percebi que havia subido em um avião e o observara decolar, e tudo que podia fazer era permanecer sentada com o cinto de segurança apertado, esperando pousar em um destino predeterminado. Um destino que eu não tinha mais certeza de desejar. Em certo momento, decidi que não queria mais ser pressionada. Não queria ser perfeita em tudo, (...). Só queria parar, desafivelar o cinto de segurança e pular do avião, mas não sabia se haveria paraquedas, se teria um pouso seguro."
Logo no primeiro dia o inesperado acontece. Sabe aquele momento para o qual não encontramos explicação, por mais que pensemos a respeito? Foi bem assim que vi a instantânea ligação entre Madelyn e Bennet. Aluna e professor. Ela tentando esconder o nervosismo de adolescente e ele enxergando apenas a jovem recém-ingressa na universidade. Não vou entrar em detalhes sobre o desenrolar da história, mas pra dar sentido a essa resenha tenho que dizer que o que inicialmente pareceu apenas fruto da imaginação da garota, mostrou-se depois um sentimento verdadeiro, intenso e... recíproco. Com o que Bennet não contava, porém, era que Madelyn tinha apenas dezesseis anos. 
"Na verdade, só dois importavam. A diferença entre dezesseis e dezoito. A diferença entre o amor que pode durar uma vida e o amor que nunca pode acontecer."
Sabe, lendo essa história e lembrando ainda de todos os livros que estão na minha lista de favoritos, acabei por descobrir uma coisa: os romances complicados me atraem feito ímã, os impossíveis, então, me fascinam, o que torna infrutífera qualquer tentativa de não me transportar pra dentro de cada página, de não me deixar envolver pelos sentimentos de felicidade e tristeza dos personagens! Como eu torci por Madelyn e Bennet, mesmo já sabendo antecipadamente o final da história! Como foi lindo ler o momento em que ele se nega a fazer o quer, o que deseja, simplesmente pelo fato de não ser o certo.
Imagem: Google
"— Doze semanas — disse você, por fim.
— Doze semanas o quê? — pisquei e o encarei. (...)
— Um trimestre tem doze semanas. E temos
nove pela frente.

— E? (..)
— E no dia treze de dezembro, quando essas
nove semanas tiverem passado, vou beijar você. —
Seus olhos estavam vidrados nos meus, com toda a
intensidade dos incêndios que já foram avistados
daquela cabana. — Mas se eu beijá-la agora, talvez
nunca pare."
Talvez soe infantil, ingênuo, sonhador de mais eu dizer que senti toda a felicidade e o conflito que se apossou de Madelyn a partir desse momento. Mas, fazer o quê? Eu senti mesmo! No livro está claro o que ela sente por ele, cada palavra das cartas dela deixa esse sentimento bem claro. O amor que começou a nascer  entre eles era a única verdade na vida de Madelyn. Só ao lado de Bennet,  ela conseguia ser ela mesma, livre, apesar da mentira que havia entre eles. Por isso ela se mostra cada vez mais dividida entre se permitir viver o que sentia ou esclarecer a verdade que a sua omissão escondia. Um conflito doloroso, mas que não a impediu de escolher viver, se permitir, e não vou negar o quanto contente eu fiquei por causa disso.
"É possível esperar um dia com uma ansiedade constante e esmagadora… e temê-lo quase na mesma proporção? Era como o momento no topo da montanha-russa, quando seu coração sobe para a garganta e você fica extasiado ao pensar na descida, mas também aterrorizado."
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Bom, o final do livro eu não vou contar, mas posso adiantar que se fosse minha a mente que tivesse idealizado esse romance, você pode apostar que ele seria outro, e completamente diferente. Isso, porém, não significa que não gostei da leitura. Pelo contrário. Amanda Grace conseguiu criar um enredo delicado e ao mesmo tempo intenso, em que cada passagem desperta os nossos sentimentos mais diversos. Uma história que narra o que poderia ter sido um "simples" amor platônico, mas que pela coragem dos personagens foi muito além disso. Madalyn errou quando omitiu sua idade real e deixou que as coisas acontecessem como aconteceu? Bennet foi cego quando não enxergou as evidências do que estava mais do que óbvio? Não sei dizer gente, e na verdade, nem quero julgar essa questão, mesmo sendo apenas uma história fictícia e não um caso real. O que quero dizer pra encerrar essa resenha é que todo sentimento traz consigo a verdade, e é lindo quando a gente permite que a nossa verdade brilhe, nos fazendo brilhar, e viva nos fazendo viver!

É isso. Leiam "A verdade sobre nós" e se encantem como eu me encantei! Ou não, né, Raimundo? rs Até a próxima, queridos! Beijos!

Ah, ia me esquecendo! Lembram da música que citei no inicio do post? Back to december? Então, ela poderia ser a música de Madelyn e Bennet! Vejam...



3 comentários

  1. Maluuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu
    Amei a resenha.
    Me identifiquei demais com a menina! A faculdade me abriu um outro mundo de possibilidades e me fez sair tanto do mundinho em que eu vivia que hoje eu tenho pavor de voltar para lá...
    E estou indo já atrás deste livro e volto depois de lê-lo para dividir minhas impressões com você!
    Adoro suas resenhas!
    Bjosss

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    1. Ju!

      Sendo minha gêmea, não estranho o fato de vc tb se identificar com a Madelyn! Em mts momentos eu a vi falando por mim! rs

      E pode apostar, é um livro lindo! Acredito que vc tb vai gostar! Beijos, obrigada!

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  2. Hey, Malu!

    É incrível quando percebemos essas diferenças não é? É essa a magia de um livro, sempre alguém vai se encantar com ele. Embora eu não tenha gostado, fico feliz por ter lhe apresentado o livro e ainda mais por você ter gostado. Já "conhecia" a música, mas nunca a tinha ouvido, adorei.

    Ah, adorei também a mudança no layout do blog.

    Beijocas,

    http://legereoculis.blogspot.com.br/

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