Delicado e Encantador - Resenha do livro "O Pessegueiro" - de Sarah Addison Allen



Título: O Pessegueiro (The Peach Keeper)
Autor: Sarah Addison Allen
Tradução: Alice Klesck
Editora: Planeta
247 páginas

Antes de qualquer coisa, quero dizer que sim, julguei este livro pela capa! Olha que capa linda gente! Quando eu bati o olho nele, em cima da mesinha na biblioteca, sabia que tinha de carregá-lo comigo.  Fui então ler o resumo e pronto, o livro me arrebatou. Adoro um bom mistério, ainda mais quando envolve propriedades antigas, segredos de família e ligações ocultas entre pessoas que aparentemente não tem nada em comum.

Peguei o livro e o deixei em cima da estante, bonitinho, esperando sua vez, já que eu estava lendo outro. Mas parecia que alguma coisa me chamava, me convidava a lê-lo. E de tanto ele me chamar, escutei. Abri e me perdi. Resultado: tive que alternar um capítulo do livro que eu já estava lendo, com um capítulo deste.

Cada capítulo começa com as frases tortuosas e um raminho de pessegueiro no canto da folha, como vocês podem ver na foto abaixo. Essa preocupação com os detalhes que já tinham me encantado na capa, me deixaram mais interessada ainda na leitura dessa história.


Eu não vou ficar discorrendo muito sobre a narrativa, porque não quero estragar a magia desse livro e a tensão que te prende em cada página com aquele gostinho de quero mais. Demorei três dias para ler, porque - como já disse - estava lendo outro, mas a leitura flui tão facilmente que se eu tivesse tido tempo, teria lido em uma tarde.

"Se você abrir espaço em sua vida, coisas boas entrarão."

O livro se passa na pequena cidade de Walls of Water e a grande expectativa gerada por um baile de 75 anos do Clube Feminino que será realizado numa grande mansão antiga: a Blue Ridge Madam. 
Essa mansão pertencera à família de Willa, uma de nossas protagonistas. Na adolescência ela era aquilo que muitos consideravam como uma rebelde, mas hoje é dona de uma loja de artigos esportivos e vive uma vida pacata, tendo deixado para trás tudo aquilo que ela fora. Será?

"Contudo, não pela primeira vez, ela se viu imaginando: e se quem ela era antes fosse seu verdadeiro eu?" 

A mansão foi vendida quando os Jackson perderam sua riqueza e se encontra em reforma. A família Osgood é responsável pela obra, mais especificamente através de Paxton, nossa segunda protagonista. Ela sempre foi a princesinha da cidade, e sempre viveu a vida dos sonhos de qualquer garota. Será?

"Com apenas um olhar, ele conseguiu trazer de volta tudo o que tinha acontecido entre eles na noite anterior. Tudo o que ela queria. Tudo o que ele não podia dar."

Além das duas, temos Sebastian, um homem elegante e refinado, que volta à cidade depois de se conhecer e sentir-se capaz de enfrentar os traumas do passado e Colin, irmão de Paxton, que foi embora em busca de si mesmo, ou de seu lugar no mundo que ele sabia que não era ali. 

A reforma da mansão vai bem, até que, durante uma escavação, um esqueleto é encontrado enterrado debaixo do pessegueiro da propriedade, trazendo à tona segredos inimagináveis e uma ligação entre as famílias Jackson e Osgood, muito maior do que se poderia supor.

Esse livro poderia ter mais 500 páginas e eu leria com prazer. A autora poderia ter se aprofundado ainda mais nos mistérios, poderia ter feitos dois segmentos de narrativa - uma da história atual e outra da história antiga. Mas não estou dizendo que o livro fique inexplicado. Ele é lindo e mágico do jeito que é. Apenas é tão delicado e me tocou de tantas maneiras, que eu achei que ele acabou rápido demais.

"A felicidade é um risco. Se você não sentir um pouquinho de medo, não está fazendo a coisa certa." 

Entre toques de magia como pano de fundo, mistérios, segredos de família e grandes revelações e descobertas, "O Pessegueiro" conta mais do que tudo, belas versões de grandes histórias de amor. De como o amor nos descobre, como ele nos encontra e nos ajuda a nos encontrar, como o amor transforma e como ele é, no fim, a explicação mais inexplicável para todas as coisas.

"O destino nunca lhe conta tudo de cara. Nem sempre lhe é mostrado o caminho de vida que você deve seguir. Mas se havia uma coisa que Willa aprendera nas últimas semanas era que, quando você realmente tem sorte, encontra alguém com o mapa." 

Acima do amor apaixonado, a autora destaca o maior amor, um que está acima até mesmo deste: A Amizade. E esse foi mais um fator que mexeu comigo de tantas maneiras que nem cabem aqui.

"Elas sabiam que isso era amizade verdadeira. E sabiam que, quando se tem sorte suficiente para encontrá-la, você a mantém.

Enfim, uma leitura cativante e encantadora,; delicada e mágica, que vai tocar o coração de cada leitor de uma maneira diferente. 

Amei e recomendo.

Fico por aqui. Até a próxima!





Comentários

  1. Juuuu! Que livro lindo!
    A história parece leve e encantadora, e essas frases que você destacou, então? Que vontade agora de o ler também!!!! Vou procurar, pois se sua resenha ficou linda, o livro não deve deixar nada a desejar! Ouwn, eu queeroooo!

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    1. Malu, eu respondi seu comentário umas 250 mil vezes, mas minha internet e eu estamos passando por uma crise em nosso relacionamento, e ela anda controlando o que eu posso ou não postar.
      Como não lembro de mais nada que tinha escrito, só me resta reafirmar a indicação deste livro que é uma fofura e esperar que você goste dele e o ache tão encantador quanto eu achei.
      Obrigada pelos elogios! Bjosss

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